A digitalização da economia

Enviada em 11/02/2021

Desde o advento da globalização, com a Revolução Técnico-Científica-Informacional, empresas ao redor do mundo têm buscado investir na tecnologia e a utilizá-la como aliada em períodos de crises econômicas. Em contrapartida, no Brasil, empresas de pequeno porte sentem os impactos causados pela falta de recursos. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em meio à pandemia do COVID-19, 99,8% das empresas que fecharam as portas não possuíam os recursos necessários. Posto isto, nota-se a urgência de que medidas sejam realizadas para amenizar o quadro atual, em que nem todos têm acesso à tecnologia e empresas independentes ficam em desvantagem.

Primordialmente, é notável a grande mudança na estrutura econômica das indústrias e bancos ao longo das últimas décadas. Nesse sentido, é importante que se analise o avanço nos processadores, hardwares e softwares. De acordo com a empresa Robert Half, nos último anos o trabalho remoto teve um avanço de 47%. Além disso, desde o início da atual Quarta Revolução Industrial — que avança nos meios físicos, digitais e biológicos —, empresas que seguiam à risca os mesmos métodos tradicionais e presenciais passaram a ser obrigadas a reestruturar seus conceitos e formas organizacionais.

Em segunda instância, é importante analisar quais são as empresas que ficam para trás nessa corrida sem limite de chegada; os melhores seguirão, para sempre, avançando. Tendo em vista que, no Brasil, segundo dados do IBGE, quase 50% da população não tem acesso à internet, as consequências e os desafios provenientes da economia digital se fazem presentes todos os dias. Por conseguinte, são perceptíveis os grandes impactos negativos causados por essa transformação desenfreada; entre os principais, podem ser citados o aumento do desemprego — em decorrência da menor quantia de atividades a serem realizadas — e a falta de recursos tecnológicos nas empresas autônomas.

Assim sendo, cabe ao Governo Federal a criação de programas que visem — por meio de investimentos — distribuir financiamentos às empresas menos tecnologicamente favorecidas. Ademais, é dever do Ministério da Economia, em parceria com as Secretarias de Trabalho, a garantia no fornecimento de cursos profissionalizantes que tenham como objetivo auxiliar a adaptação das empresas à nova era tecnológica. Visando a verdadeira inclusão econômica no meio digital, somente desta maneira as empresas brasileiras estarão preparadas para avançar financeiramente em meio à digitalização contemporânea.