A digitalização da economia

Enviada em 11/02/2021

Na Antiguidade, o surgimento da moeda mudou o comércio de mercadorias entre os povos, facilitando as trocas. Sob essa ótica, observa-se que no início do século XXI houve a criação de uma nova ferramenta, a “criptomoeda”, uma espécie de dinheiro que só existe no meio digital, resultando na digitalização da economia. Dessa forma, apesar de essa novo meio de trocas facilitar as compras pela internet e ser seguro, poucas pessoas tem acesso a essas moedas digitais.

Em primeiro plano, o fato de ser um dinheiro existente apenas na rede facilita os negócios online e impede que seja roubado. Isso representa uma grande vantagem em relação à moeda física, pois, não poderá ser furtada ou roubada quando se anda na rua, outra é que as compras na internet se tornam mais fáceis, já que o dinheiro já se encontra na rede.

Paralelamente, as “criptomoedas” são de difícil acesso para a maior parte da população, consequência da desigualdade já existente. Nesse sentido, o “bitcoin”, um exemplo da moeda digital, se torna muito valorizado, uma vez que poucas pessoas possuem acesso a ele chegando a valer cerca de duzentos e trinta mil reais no início de 2021, segundo a revista “Valor Econômico”. Assim, em um país tão desigual como o Brasil, poucas pessoas poderão usar essa tecnologia a seu favor por não conseguirem, ao menos, se conectar a rede por não ter condições de pagar por um serviço de internet.

Portanto, a partir dos argumentos expostos acima, percebe-se que é de fundamental importância uma ação por parte do governo. Então, faz-se necessário que o Ministério da Economia, órgão responsável pela regulamentação e administração do dinheiro no Brasil, promova uma maior integração das moedas digitais no país, utilizando os bancos como intermediários para facilitar que as pessoas de classe social mais baixa consiga utilizar essas novas tecnologias a seu favor, pois, somente assim, conseguir-se-á garantir que a população brasileira desfrute de inovações com menos desigualdades.