A digitalização da economia
Enviada em 12/02/2021
No ano de 2009, o mundo conhecia a sua mais nova tecnologia, as criptomoedas descentralizadas moedas virtuais utilizadas para transferências de ponto a ponto, que tinham como proposta a criação de um sistema bancário sem a presença do Estado. Porém, com o passar dos anos, essa forma de acumular riqueza se tornou ainda mais famosa, o que fez com que os seus problemas também crescessem e ficassem mais expostos. Sendo assim, torna-se necessária uma análise sobre quais as facilidades e as dificuldades causadas por esse novo sistema monetário.
De início, é importante dar evidência ao fato de que as criptomoedas são irrastreáveis, ou seja, não é possível saber a quem elas possuem ou qual sua origem, esse fator possibilita o uso desse dinheiro para transações ilegais, logo, é muito comum que crimes como a corrupção ou até o comércio ilegal de armas tenham base em transações utilizando as moedas virtuais. Por outro lado, a liberdade pregada pelas criptomoedas também são responsáveis por nos preparar para um futuro não tão distante, onde a sociedade é suficientemente avançada para ditar o ritmo de seu mercado financeiro, o que já acontece no caso das criptomoedas.
Por conseguinte, é interresante expor alguns problemas causados por esse mercado alternativo, um exemplo é o caso do DogeCoin, uma moeda que estampa a foto de um cachorro conhecido como Shiba Inu, seu objetivo era a criação de uma piada, porém, o multibilionário Elon Musk fez uma propaganda da criptomoeda, fazendo com que os seus preços decolassem e com que muitas pessoas perdessem seu dinheiro investindo em algo muito incerto, outro caso é o da Game Stop, onde muitos pequenos investidores se uniram para comprar ações de uma pequena empresa, causando um caos no mercado financeiro, o que causou muito prejuízo para grandes corporações de investimentos. Ou seja, a instabilidade desse tipo de dinheiro pode levar várias famílias a falência.
Conclui-se, portanto, que as criptomoedas descentralizadas são uma importante tecnologia para nosso futuro, porém, seus problemas tem sido muito prejudiciais para a nossa sociedade atual. Sendo assim, cabe às grandes corporações a criação de um sistema que objetiva a maior estabilização do mercado financeiro, fazendo com que entrar nesse negócio seja menos perigoso para qualquer cidadão que tome essa decisão, cabe também ao MEC a introdução de uma matéria de educação financeira na grade curricular obrigatória, dessa forma o indivíduo seria preparado desde a sua infância para conseguir se estabelecer no mercado das transações financeiras. Só assim, o Brasil estaria preparado para enfrentar a realidade futura em nosso planeta, além de evitar as atuais problemáticas causadas por esse sistema.