A digitalização da economia
Enviada em 13/02/2021
Karl Marx, famoso teórico, afirma que “a economia é a locomotiva da história”. Hodiernamente, percebe-se que o teórico estava certo ao se avaliar, em amplo aspecto, a dinamização que o meio digital proporcionou para a economia. Todavia, seja pelo analfabetismo digital de significativa parcela da população, seja pelo descrédito acerca das tecnologia de informação, a digitalização da economia ainda encontra empecilhos no Brasil.
Inicialmente, cumpre salientar que significativa parcela da população não possui alfabetização digital. Nesse sentido, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgou que mais de um quarto da população brasileira não possui acesso à computadores ou celulares. Aliado a isso, não é aplicado à educação brasileira aspectos de tecnologia e seus usos. Com isso, grande parte da população, por não acessar tais aparelhamentos não possuem oportunidades de experimentarem a criação de relações economicas digitalizadas como a experiência do e-commerce ou do uso de criptomoedas.
Ademais, há o descrédito sobre a segurança da informação de parte da coletividade orbitando sobre a questão. Nesse diapsão, a grande mídia repercutiu uma notícia acerca do vazamento de dados de mais de 200 milhões de brasileiros, com divulgação de informação pessoais como CPF, RG e Score Serasa - que mede o crédito do cidadão. Sob tal óptica, gera-se, entre os civis, forte descrença sobre a segurança desses processos, obstando sua plena e adequada implantação.
Portanto, medidas devem ser tomadas. Cabe ao Ministério da Educação e Cultura, por meio de ato normativo, inserir na Base Nacional Comum Curricular matérias que tratem de educação digital e tecnologia de segurança de dados, a fim de construir nos brasileiros uma conciência sobre a digitalização da economia e a segurança dos dados financeiros desde as fases iniciais da formação educacional. Destarte, poder-se-á, no Brasil, a economia, agora digitalizada, locomover a história, conforme Marx. .