A digitalização da economia
Enviada em 13/02/2021
O congelamento das poupanças, no Governo Collor, provocou um efeito negativo não só no bolso das pessoas, como também no imaginário. Uma vez que, no Brasil, é comum pessoas repelirem a ideia de investimentos, seja aplicações em fundos ou individuais. Nesse sentido, com a evolução tecnológica, a economia está cada vez mais digital, o que trás segurança ao investidor. Todavia, por outro lado, a educação acerca de investir é precária. Logo, é importante debater sobre o assunto para reverter o cenário em vigor e trazer qualidade de vida às pessoas.
Primeiramente, cabe salientar que o investimento pode ser da natureza de renda fixa ou variável. Nessa lógica, as tecnologias estão presentes maciçamente para fins de investimentos em renda variável, como é o caso do “Profit”, da Nelogica, o qual possui diversos indicadores como médias móveis, volume financeiro, desvio padrão, variância , entre outros. Cabe destacar que esses indicadores utilizam algorítmos e, com isso, tornam o processo decisório facilitado. Desse modo, o conhecimento dessas tecnologias contribui exponencialmente para a qualidade de vida das pessoas, dada adição de um outra fonte de renda, a qual pode ser destinada para muitos fins, como por exemplo para um plano de saúde, o que, por consequência trará beneficios ao Estado, pois desonerará o sistema público.
Em um segundo momento, é importante perceber que a educação econômica é precária. Visto que não há uma matéria exclusiva voltada ao aprendizado de tal assunto no Ensino Fundamental e nem no Médio. Assim, o contato com esse tipo de informação fica à mercê da sorte, de encontrar um anúncio na internet ou de conhecer alguém que entenda do assunto por meio do círculo de amigos. Logo, é preciso que haja o ensino da educação financeira na educação básica.
Destarte, é importante que o Ministério da Educação invista no ensino de educação financeira desde o ensino de base (Ensino Fundamental e Médio), a fim de melhorar a qualidade de vida dos componentes do Estado. Para isso, é preciso que hajam aulas que expliquem o passo a passo para começar a investir e que os assuntos sejam explorados de forma escalonada. Isso só será possível com docentes que tenham ampla experiência não só na teoria mas, sobretudo, na prática, isto é, que sejam investidores. Com isso a educação acerca do assunto crescerá e, a digitalização econômica será utilizada como ferramente para adesão aos investimentos que, inevitavelmente trarão benefícios ao núcleo familiar, como também ao Estado, conforme o direcionamento dado à nova fonte de renda.