A digitalização da economia

Enviada em 17/02/2021

A Constituição Federal prevê que é dever do Estado investir no desenvolvimento tecnológico em todo território nacional, assegurando o seu acesso a todos. No entanto, no cenário brasileiro atual, observa-se justamente o contrário, quanto à digitalização da economia. Isso se evidencia não somente pelo grande número de analfabetos digitais, mas também pela negligência estatal.

Hodiernamente, é fulcral pontuar que o analfabetismo digital, somado com a falta de internet em diversos lares (segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE 30% dos brasileiros não possuem internet), é uma equação de barreira para o desenvolvimento da economia digital. Pois, uma grande parcela da população ficará excluída dessa nova era. Com isso, perderão oportunidades de experimentarem a criação de relações econômicas digitalizadas como o e-commerce ou do uso de criptomoedas.

Ademais, destaca-se o descaso do governo como impulsionador do imbróglio. Isso pode ser observado pelo estado precário das escolas públicas, pela ausência de investimentos na educação, e pela grande desigualdade social do país. Segundo o IBGE, o Brasil é o nono país mais desigual do mundo. Com esse contexto social excludente, teremos pessoas com mais oportunidades do que outras. É necessário que o Estado promova políticas públicas para amenizar essa situação, pois só assim, com base na 1ª lei de Newton, esse problema saíra da inércia.

Portanto, para que as prescrições constitucionais não sejam apenas teóricas, mas se tornem medida prática, é necessária uma ação mais organizada do Estado.Assim,o Governo Federal deve investir na educação, equipando as escolas com computadores e internet de qualidade, por meio do ministério da Educação e parcerias privadas, com professores capacitados para ensinar os alunos sobre educação financeira e economia digital. Espera-se, com isso, que se tenha mais equidade na digitalização da economia do país, para que uma sociedade integrada seja alcançada.