A digitalização da economia
Enviada em 22/02/2021
A economia é um dos meios de organizar e manter as estruturas que há muito tempo fundamentam a sociedade — datam-se modelos econômicos desde a Antiguidade. Atualmente, cabe aos bancos centrais e às empresas a manutenção de uma economia em ininterrupta transformação. Com o advento da internet, e crescente inclusão de pessoas nela, a economia se mostrou obrigada a adaptações paulatinamente mais frequentes. Dessa forma, é importante analisar o crescimento deste segmento no terceiro setor e reiterar a democratização dos meios digitais para a população.
Em primeiro lugar, o terceiro setor da economia é responsável pela captação dos recursos da sociedade e garante a movimentação do mercado, empregando estratégias comerciais para o consumo de produtos que não são obrigatoriamente necessários; tal prática, segundo Karl Marx, é calcada como “fetichismo da mercadoria”, alienando o trabalhador. Logo, a digitalização também exigiu do segmento um alcance nas mídias sociais e criação de aplicativos que propõem a venda sem a necessidade do vendedor, que gradativamente tornam-se obsoletos, e o substituem por notificações que atingem o consumidor de maneiras mais capciosas e recorrentes. Portanto, aumenta-se o consumo, causando alienação.
Em segundo lugar, os meios digitais ainda não são acessíveis a todos, perpetuando a marginalização social que assola países cuja distribuição de renda é desigual. Sendo assim, as grandes empresas têm interesse em penetrar a camada da sociedade que possui maior renda per capita, excluindo de suas liquidações quem não se adequou ao mercado digital.
Dessa forma, é possível notar que a digitalização da economia traz consigo consequências negativas para os indivíduos. Em decorrência disso, cabe ao Governo Federal possibilitar, com subsídios, o acesso a computadores, celulares e internet para os que são excluídos devido a seu baixo poder aquisitivo. E, sobretudo, deve-se exigir de grandes empresas deste segmento a concessão de uma parcela maior de suas receitas, propiciando a educação financeira por intermédio de políticas públicas.