A digitalização da economia
Enviada em 27/02/2021
A força disruptiva das novas tecnologias tem provocado alterações importantes nos paradigmas do mercado econômico, motivando rápidas e profundas mudanças nos processos de produção, comercialização e distribuição de bens e serviços, modelos de negócio e relações de trabalho. A pandemia de covid-19 acelerou a inserção da digitalização na economia na sociedade: o distanciamento social fez com que as idas a bancos fossem trocadas pelo o uso do internet banking, e as compras passaram a ser realizadas on-line, com entregas terceirizadas por aplicativos. No entanto, nem todos podem usufruir dos avanços propiciados pela vida digitalizada.
É fato que as novas tecnologias e dispositivos proporcionam facilidades ao cotidiano dos indivíduos e vantagens competitivas às empresas; porém, também geram incertezas e contribuem para a obsolescência de algumas profissões. Adaptar-se aos novos tempos de revolução tecnológica impõe-se como desafio de sobrevivência nos tempos atuais, tanto para o exercício pleno da cidadania quanto para a continuidade competitiva dos negócios.
Nota-se, também, que a incorporação de tecnologias digitais no cotidiano vem ocorrendo de maneira inequívoca e irreversível. O acesso às mesmas, porém, continua desigual e limitado a camadas de maior poder aquisitivo. Citamos como exemplo a internet das coisas, que permite a conexão e controle de aparelhos domésticos através da internet.
Apesar da economia digital oferecer novas oportunidades para ambientes de negócios e interação a novos mercados internacionais, o desafio de superação da exclusão digital representa um entrave para a democratização do acesso às tecnologias da informação. Dessa forma, torna-se fundamental a garantia de acesso universal à internet de alta velocidade, com investimentos governamentais massivos em tecnologia e segurança de dados, de modo a evitar a reprodução da desigualdade social também neste novo contexto de revolução tecnológica.