A digitalização da economia
Enviada em 27/02/2021
Karl Marx, famoso teórico, afirmou que “a economia é a locomotiva da história”. Hodiernamente, percebe-se que o teórico estava certo ao se avaliar, em amplo aspecto, o dinamismo que o meio digital proporcionou para a economia. Todavia, seja pelo analfabetismo digital de significativa parcela da população, seja pelo descrédito acerca das tecnologias de informação, a digitalização da economia ainda encontra empecilhos no Brasil.
Inicialmente, cumpre salientar que significativa parcela da população não possui alfabetização digital. Nesse sentido, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgou que mais de um quarto da população brasileira não possui acesso à computadores ou celulares. Aliado a isso, não são aplicados à educação básica aspectos de tecnologia e seus usos. Com isso, grande parte da população, por não acessar tais aparelhamentos, não possui a oportunidade de experiemtar a criação de relações econômicas digitalizadas como a experiência do e-commerce ou o uso de criptomoedas.
Ademais, há o descrédito sobre a segurança da informação de parte da população orbitando sobre o problema. Nesse diapasão, a grande mídia repercutiu uma notícia acerca do vazamento de dados de mais de 200 milhões de brasileiros, com divulgação de informações pessoais como CPF , RG e Score Serasa - que mede o crédito do cidadão. Sob tal óptica, gera-se, entre os civis, forte descrença sobre a segurança desses processos, fato que obsta sua plena e adeuqada implantação.
Portanto, medidas devem ser tomadas. Cabe ao Ministério da Educação, por meio de ato normativo, inserir na Base Nacional Comum Curricular, matérias que tratem de educação digital e tecnologia de dados, a fim de construir nos brasileiros uma consciência sobre a digitalização da economia e a segurança das informações financeiras desde as fases iniciais da formação educacional. Destarte, poder-se-á, no Brasil, a economia, agora digitalizad, locomover a história, como preleciona Karl Marx.