A digitalização da economia
Enviada em 04/03/2021
“A internet não tem mais nada a ver com computadores. Tem a ver com a vida das pessoas”. A citação de Nicholas Negroponte, cientista americano, demonstra a importância da Rede nas atividades humanas. Consequentemente, a economia atual é um setor digitalizado, visto que transações financeiras são realizadas no âmbito virtual. Sob esse viés, é inegável que tal digitalização é um benefício, entretanto, ele não é efetivo devido à priorização de interesses financeiros e à falta de educação econômica.
Em primeiro plano, é relevante abordar que o lucro na sociedade capitalista sobrepõe os valores éticos. Nesse aspecto, o documentário “O dilema das redes”, da Netflix, ilustra como o espaço virtual manipula os usuários para vender produtos digitalmente. Sob essa lógica, as propagandas apelativas, as quais são personalizadas _ uma vez que o sistema tem acesso, por meio de dados, às pesquisas do internauta_, alienam os indivíduos e promovem um consumo sem princípios morais. Dessa forma, antepor os rendimentos aos valores deontológicos é um grave entrave para a efetivação do bem-estar social na economia digital.
Outrossim, a base educacional financeira, no Brasil, é lacunar. Isso pode ser comprovado pela ausência da disciplina “Economia” na grade curricular das escolas brasileiras. Dessa maneira, a sociedade do país, em geral, por não ter conhecimento sobre a economia digital, é refém das propagandas maliciosas encontradas na internet. Diante disso, Schopenhauer afirma que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam o seu entendimento a respeito do mundo. Nesse sentido, a falta de educação contribui para a alienação econômica no espaço virtual.
Destarte, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Economia, a criação de um programa, que pode se chamar “Economia digital efetiva”, por meio da implantação da disciplina de “Educação financeira” nas escolas, a fim de combater a economia que prioriza o lucro e de promover o conhecimento social.