A digitalização da economia

Enviada em 09/03/2021

Com o ascendente processo de globalização, nota-se uma maior facilidade na realização de várias operações, garantindo, assim, uma economia cada vez mais digitalizada. Tal processo, no entanto, não é apenas benéfico, pois, traz também, uma baixa adesão a algumas populações além de uma segurança efetiva.  Sendo assim, necessitase-se de estratégias para tornar a economia digital mais holística e segura.

Sob essa ótica, vê-se que a carência de determinadas esferas sociais pelo acesso à tecnologia e, consequentemente, à economia digital, gera uma acentuada desigualdade de acesso a determinados recursos financeiros, trazendo um maior fator de desigualdade social. Por esse ponto de vista, percebe-se que a falta de acesso aos meios digitais de comércio e de produção contribui para uma injustiça social, já que na concepção de justiça, a igualdade deve ser alcançada.

Ademais, o desenvolvimento de novas tecnologias para finalidades econômicas não implica necessariamente no desenvolvimento de políticas de segurança digital 100% efetivas. Um grande expoente desse fato foi o vazamento de mais de 220 milhões de CPFs. O ato, que visava a comercialização dos documentos, fez vítimas até mesmo no Supremo Tribunal Federal. O ministro Alexandre de Moraes afirma que a comercialização de dados pessoais e sigilosos de membros do STF “atinge diretamente a intimidade, a privacidade e a segurança pessoal de seus integrantes”.

Por tanto, a fim de garantir  uma maior segurança aos usuários, evidencia-se a necessidade de políticas de segurança mais efetivas, propostas pela ANPD (Agência Nacional de Proteção de Dados), visando proteger o bem estar digital, a integridade e a intimidade dos mesmos; Bem como cabe ao Governo Federal assegurar que exista formas mais  holísticas e democráticas de ter acesso à economia digitalizada cada vez mais evidente, promovendo a justiça e a igualdade perante a sociedade