A digitalização da economia

Enviada em 18/03/2021

Steve Jobs, um dos criadores da multinacional ‘‘Apple’’, acreditava que a tecnologia move o mundo. Hodiernamente, em um período de pandemia do vírus covid-19, nota-se, com a digitalização de bancos, comércios e empresas, que ela tem ganhado cada vez mais relevância no contexto mundial, sobretudo na economia. Entretanto, simultaneamente, com a digitalização, aconteceu a digitalização de moedas, que resultou nas moedas digitais.

Inicialmente, é lícito analisar que, no período de pandemia do covid-19, por consequência do fechamente do comércio e serviços não essenciais, houve uma súbita aceleração no processo de transformação digital. Foi uma época de ‘‘Darwinismo Digital’’, em que, apenas sobreviveram as empresas que souberam utilizar a oportunidade para se reinventar e se adaptar às tecnologias emergentes, pois, surgiu uma grande demanda para o mercado digital.

Concomitantemente, a criação das criptomoedas pode representar um perigo, dado que elas são irrastreáveis. Esse dinheiro digital é utilizado nas transações de produtos ilegais, pois mesmo que o comprador seja pego, não será possível rastrear o vendedor, o que resulta no crescimento de negócios feitos por fora da supervisão estatal, além disso, não há como cobrar impostos sobre essas negociações, incentivando a utilização dessa moeda de troca.

Em síntese, a digitalização tem sido positiva ao mundo, levando em conta que está fazendo os comércios e empresas a inovar e se recriar, em contrapartida a criação de moedas digitais tem sido um problema. Contudo, para assegurar a utilização de moedas digitalizadas, e o rastreamento, para a facilitação de investigações, faz-se mister que os Estados, em união com o Banco Central, regulamentem estas moedas, assim como é regulamentado as outras moedas. Espera-se, com isso, que sejam dificultadas as transações feitas ilegalmente.