A digitalização da economia

Enviada em 13/04/2021

Karl Marx, famoso filósofo, afirma que a economia é a locomotiva da história. Hodiernamente, nota-se que o teórico estava certo ao se avaliar, em amplo aspecto, a mudança que o meio digital proporcionou para a economia. Todavia, esse cenário ainda apresenta empecilhos no Brasil, tanto pelo analfabetismo digital quanto a descrença sobre a segurança da informação.

Primeiramente, convém ressaltar que o desconhecimento tecnológico corrobora para a perpetuação do impasse. Ademais, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, mais de um quarto da população brasileira não tem acesso à computadores e celulares. Nesse viés, grande parte dos brasileiros não podem usufruir de relações econômicas digitalizadas como comércio online ou criptomoedas. Logo, é inadmissível que essa conjuntura continue a perdurar.

Em segundo lugar, o descrédito sobre a preservação da informação de usuários digitais caracteriza-se, como outro desafio a ser enfrentado.  Outrossim, de acordo com a grande mídia, mais de 200 milhões de cidadãos tiveram seus dados vazados, como CPF, RG e Score Serasa – que mede o crédito do indivíduo. Nesse sentido, é lógico afirmar que a incredulidade e falta de privacidade de materiais acarreta na não aplicabilidade das ferramentas eletrônicas, o que dificulta a sua implantação adequada. Dessa forma, é imperioso afirmar que medidas devem ser tomadas para retardar tais acontecimentos.

Portanto, infere-se, ao Ministério da Educação e da Cultura, inserir na Base Nacional Comum Curricular, matérias que abordem a educação digital e segurança de dados, desde as fases iniciais da formação educacional, por meio de ato normativo. Tais ações têm o intuito de construir uma sociedade consciente sobre a digitalização da economia e proteção de dados financeiros. Com isso, a economia brasileira poderá se locomover, conforme Marx pregava.