A digitalização da economia

Enviada em 19/11/2021

Kant, ao escrever “O que é o esclarecimento?”, concluiu que a humanidade está a caminho do progresso em diversos fatores. De fato, houve uma evolução, sobretudo, tecnológica, o que propiciou o desenvolvimento de moedas digitais. Contudo, questiona-se a segurança e a efetividade de tal revolução. Então, com efeito, reestruturações educacionais e governamentais são medidas impostas como necessárias para que a digitalização da economia seja efetivada com sucesso.

Inicialmente, é válido ressaltar a contribuição do ensino anacrônico para o desconhecimento de grande parte da sociedade acerca das atualizações na economia mundial. De acordo com o Programa Internacional de Avaliação dos Estudantes (Pisa), a educação brasileira está estagnada há quase uma década frente aos demais países do globo. Desse modo, contesta-se a efetividade do ensino e o progresso escolar frente à evolução dos costumes no mundo contemporâneo, afinal, muitas vezes, a educação brasileira limita-se à abordagem teórica de matérias tradicionais, como matemática, de forma a preparar para exames e vestibulares nacionais. Assim, não há o foco devido ao ensino das novidades, por exemplo, do empreendedorismo e da economia, o que resulta na formação de estudantes alienados acerca da realidade, sobretudo, econômica e virtual, a qual vive. Por isso, é preciso o ensino, pelas instituições escolares, às oportunidades disponibilizadas pela tecnologia, de forma a incentivar os estudantes a serem sujeitos ativos na política de suas aquisições de maneira consciente.

Outrossim, é imprescindível mencionar a negligência governamental sobre a conscientização e a divulgação de empresas do ramo econômico digital aos cidadãos como fator primordial para a manutenção da laicidade populacional e a estagnação econômica. Segundo o “El país”, portal de notícias, 1% da população detém 30% da economia nacional. Dessa forma, nota-se a alta concentração de renda, a qual, com certeza, é resultado, em parte, da má assistência estatal à população, a qual, geralmente, não possui conhecimento sobre investimentos ou educação miníma para tal crescimento. Além disso, haja vista a inacessibilidade promovida pelo Estado, a partir da privação do ensino ao empreendedorismo, os agentes governamentais tornam o acesso ao conhecimento algo, erroneamente, elitizado. Então, cabe ao Governo o maior incentivo à economia para torná-la popular.

Portanto, evidenciam-se condutas para que a digitalização da economia seja reconhecida. Por conseguinte, o Governo Federal deve, por meio de uma reunião com o Ministério da Educação, promover uma reforma no currículo escolar, de forma a tornar o ensino ao empreendedorismo algo reconhecido em nível nacional, a partir da atualização das diretrizes formuladas por FHC em 1996, a fim de tornar os estudantes em políticos ativos na economia. Logo, o progresso será inevitável.