A digitalização da economia

Enviada em 16/04/2021

A Constituição Cidadã estabelece a livre iniciativa como um dos fundamentos da República. Nesse sentido, o avanço crescente da tecnologia tem causado profunda modificação da economia com a inclusão de processos digitais em todas as cadeias de produção. Por isso, a produtividade laboral aumentou, porém os mais pobres são excluídos desse novo paradigma tecnológico.

Em primeiro plano, evidencia-se o crescimento da produtividade como importante benefício da economia digital. Isso porque, as interações eletrônicas permitem a circulação de produtos e capitais com o mínimo contato físico, o que possibilita fazer mais com menos recursos. Tal avanço converge com a terceira revolução industrial, uma vez que a tecnologia e a informação estão no centro da produção, da mesma maneira que a economia digitalizada. Sendo assim, há benefício para o mercado nesse modelo computacional.

Entretanto, a segregação dos mais pobres contrasta-se no que se refere ao lado negativo da digitalização da economia. Já que os recursos eletrônicos possuem alto valor agregado, a população carente é excluída dessa realidade. Da mesma forma, o clássico da ficção científica, “Neuromancer”, ensina que os benefícios da tecnologia criam uma divisão social entre os ricos e os despossuídos com a inércia de medidas de correção. Por isso, é inaceitável que ocorra a perpetuação da desigualdade social nessa nova realidade, que lembrará a antiga caso nada seja feito.

Portanto, medidas são necessárias para democratizar a economia digital. Por essa lógica, o Governo Federal, por meio do Ministério da Ciência e Tecnologia, deve criar um programa de acesso aos bens digitais para os mais pobres. Tal iniciativa será pautada na concessão de subsídios para aquisição de produtos, como celulares, e serviços, em particular o acesso à internet, com a finalidade de facilitar a integração da população despossuída na digitalização da economia, o que permite melhorar a produtividade e a qualidade de vida de todos. Somente assim, por meio da correção da desigualdade social, será possível garantir o benefício da coletividade nesse novo paradigma econômico.