A digitalização da economia
Enviada em 30/04/2021
No ano de 2020, o Banco Central do Brasil lançou o Pix, um sistema de pagamentos online. Essa nova ferramenta se mostrou um passo para a digitalização da economia, algo que vem sendo colocado como certeiro e importante para o futuro. Todavia, as novas ferramentas que unem capital e dispositivos digitais trazem alguns debates, tal como a possibilidade de fraudes e as incertezas quanto à natureza do dinheiro.
A discorrer sobre o assunto, percebe-se que a economia digital envolve uma série de fatores, e algumas pessoas temem que possam ser fraudadas. Principalmente pessoas idosas ou conservadoras acreditam que sem a presença do papel-moeda e de atendentes em bancos, as transações não são reais. Por exemplo, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística indicam que menos de 10% dos internautas brasileiros têm 60 anos ou mais. Essa é uma discussão que une a economia a questões sociais.
A tratar do mesmo assunto, existe outro debate, este a respeito das incertezas sobre a natureza do dinheiro digital. Esse apontamento se dá principalmente para questionar moedas digitais sem interferência de um órgão público centralizador, como é o caso do popular Bitcoin. Essa questão pode ser analisada sob a óptica da corrente filosófica do Nominalismo, que diz que os nomes e valores atribuídos às “coisas” não passam de convenções, o que é o caso do dinheiro. Ainda sobre o dinheiro digital, a promessa é de que governos de diversos países passem a trabalhar com outras criptomoedas reguladas pelos seus governos, conforme apontou o professor Fábio Gallo, da Fundação Getúlio Vargas, em entrevista ao Estadão. Ele também afirma que o Brasil tem um dos melhores sistemas de pagamento online do mundo e precisa investir em tecnologia. Isso mostra como a Quarta Revolução Industrial chegou aos mais diversos setores.
Infere-se, por fim, que o futuro da economia é a digitalização e a maior adversidade para tal é a resistência daqueles que ainda buscam a tradição ao lidar com dinheiro. Para incentivar a adaptação da população às novas tecnologias, cabe à mídia, como formadora de opinião, orientar sobre o funcionamento e benefícios da economia digitalizada, o que geraria cidadãos conscientes e envolvidos. Outrossim, cabe ao poder público, por meio do patrimônio acumulado, investir no aprimoramento de novas tecnologias e criptomoedas, o que condiz com o avanço mundial. Economia e tecnologia andam de mãos dadas.