A digitalização da economia

Enviada em 05/05/2021

Os avanços tecnológicos promoveram uma revolução em todas as áreas de atuação humana, principalmente o advento da internet. As relações econômicas também foram impactadas e mudaram drasticamente com o surgimento do mercado on-line. Por esta razão, são necessárias políticas de inclusão digital e medidas de proteção social a trabalhadores afetados pelas mudanças dos paradigmas da economia.

Segundo Karl Marx, o capitalismo se reinventa para manter-se como sistema dominante e por isso tem a capacidade de tornar obsoletas todo o nosso mundo. Por este motivo, o filósofo afirma que tudo o que é sólido se desmancha no ar. Sendo assim, nossas relações econômicas tradicionais que eram tão bem instituídas começaram a mudar de forma, migrando do comércio presencial para a forma virtual.

Em virtude dessa mudança, como exemplo, veem-se lojas físicas se tornarem digitais, agências bancárias sendo fechadas e dando lugar a aplicativos, além de uma extensa gama de serviços propiciados pelo e-commerce. Essas mudanças, contudo, eliminam empregos e funções exercidas por pessoas, tais como vendedores e caixas de banco, pois os aplicativos e lojas virtuais fazem do cliente o seu próprio atendente.

Além da extinção dos postos de trabalho existe ainda o desafio da inclusão digital, pois as populações mais pobres têm dificuldade de acesso aos serviços digitais por carência de recursos financeiros. Assim, o analfabetismo digital acentua a desigualdade social por meio da exclusão dos mais pobres aos mercados virtuais.

Portanto, verifica-se que, apesar dos avanços propiciados pela economia digital, existem problemas a serem pensados para que se resolva os impactos sociais deste mercado. Assim, cabe ao poder público propiciar acesso aos meios digitais, interferindo na política de preços dos equipamentos, bem como propiciar acesso gratuito á internet aos cidadãos de baixa renda, além de criar mecanismos de proteção aos trabalhadores diretamente afetados pela revolução digital.