A digitalização da economia
Enviada em 31/08/2021
Na segunda metade do século XX, o governo de Juscelino Kubitschek gerou mudanças significativas na economia brasileira através da política desenvolvimentista do período. Entretanto, a desigualdade social alicerçada no país se tornou ainda mais evidente, tendo em vista que diversas áreas da sociedade continuaram sem avanços consideráveis. De maneira análoga ao momento histórico, a digitalização da economia no Brasil contemporâneo salientou diversos obstáculos que engessam o desenvolvimento nacional, os quais devem ser combatidos. Logo, tais barreiras se fundamentam, principalmente, na insuficiência de investimentos acertivos nos pilares da economia nacional e na existência de estruturas segregatórias na sociedade brasileira.
Em primeira análise, é imperativo pontuar a importância de subsídios destinados aos setores de alta relevância no Brasil. De acordo com dados do Instituto Brasilerio de Geografia e Estatística, cerca de 20% do Produto Interno Bruto nacional está relacionado ao agronegócio. Além disso, cerca de um terço de toda produção é derivada de propriedades familiares. Contudo, a digitalização de certas atividades nessa área, a fim de potencializar o ambiente laboral, permanece atrofiado, visto que os investimentos governamentais se revelam como insuficientes. Desse modo, é indubitável a necessidade de redirecionamento dos recursos no ambiente rural, com o propósito de remediar tal problemática.
Outrossim, a persistência de uma sociedade de pouca inclusão das economias periféricas contribui como barreira na perpetuação da modernização insatisfatória. Nesse âmbito, pode-se ilustrar a necessidade da atuação do Estado nesse papel a partir do conceito de ‘‘Espaço Público’’ orquestrado pela filósofa contemporânea Hannah Arendt. Em meio a isso, é dever do governo federal o fomento de ambientes que promovam a total inclusão das economias de regiões menos favorecidas, o que não se traduz no cenário brasileiro atual, que é caracterizado por políticas ineficazes, as quais não buscam a conectividade entre os grandes centros urbanos e as periferias.
Portanto, para que a digitalização da economia brasileira seja impulsionada, é mister que o Ministério da Economia crie programas de incentivos aos produtores familiares rurais e aos empreendedores de regiões periféricas brasileiras. Tais ações poderiam ser realizadas por meio de intermediações feitas entre os munícipios e o governo federal, a fim de atender as necessidades específicas de cada região, o que contribuiria na modernização digitalizada das atividades econômicas. Dessa forma, distante das contrariedades do período nacional-desenvolvimentista, o país evoluiria de maneira conjunta e tecnológica.