A digitalização da economia

Enviada em 23/05/2021

Conforme Steve Jobs, empresário americano, o desenvolvimento tecnológico é a força motriz que move o mundo. Nesse sentido, tal premissa se mostra presente no contexto vigente, uma vez que a digitalização da economia promove constantes inovações no século XXI. No entanto, na prática, essa realidade apresenta algumas dificuldades para se tornar completamente efetiva. Logo, é de suma importância analisar os principais empecilhos dessa tecnologia associada à economia: a elitização laboral e a sobrecarga informacional.

De início, convém enfatizar que a digitalização da economia, em um ambiente empresarial, exige dos trabalhadores uma especialização de conhecimentos, haja vista que o domínio de aparelhos tecnológicos se tornou essencial no mercado de trabalho. No entanto, vale lembrar que muitas sociedades, conforme Milton Santos - geógrafo brasileiro -. vivem a chamada “Macrocefalia Urbana”: cidade que apresenta um crescimento social extremamente desordenado, o que colabora com altos índices de desigualdade. Tendo isso em vista, percebe-se que, devido à assimetria das condições sociais, muitos indivíduos não têm acesso a uma escola de qualidade, o que ocasiona uma lacuna no aprendizado e, consequentemente, faz com que essas pessoas não estejam preparadas para as empresas modernas. Dessa forma, é visível que a economia digitalizada origina uma elitização laboral, já que o ensino voltado para a tecnologia está, em geral, reservado para a população mais rica.

Ademais, é indiscutível que o meio digital dinamizou a economia, posto que aumentou, de forma significativa, a quantidade de informações circulantes. Nessa óptica, de acordo com o livro Sapiens - de Noah Harari -, o homem moderno tem acesso, em um único dia, a uma quantidade de informações que o homem primitivo armazenou durante toda a sua vida. Sob esse viés, é indubitável que o cidadão contemporâneo se encontra em um “mar de informações”, as quais podem dificultar o verdadeiro aprendizado, visto que muitos dados não são relevantes. Portanto, é imprescindível que os indivíduos desenvolvam o senso crítico, dado que é preciso selecionar os conteúdos de forma eficiente para que se potencialize a  atuação nessa economia veloz e moderna.

Depreende-se, pois, que a digitalização da economia apresenta alguns entraves na atualidade. Destarte, urge que as escolas públicas, por meio da reformulação curricular, adicionem o ensino de gestão e de empreendedorismo digital na educação básica: matérias essenciais para o mundo laboral moderno. Nesse ínterim, o intuito de tal medida é fornecer, universalmente, uma base sólida de conhecimentos para as pessoas se adaptarem à tecnologia. Feito isso, a mentalidade inovadora será estimulada e, concomitantemente, a economia se desenvolverá rapidamente, como afirma Steve Jobs.