A digitalização da economia
Enviada em 01/06/2021
De acordo com Steve Jobs, criador e desenvolvedor da empresa apple, a tecnologia move o mundo. Essa assertiva faz-se presente na atualidade, momento o qual o mundo passa pela sua Quarta Revolução Industrial - ou revolução 4.0 - que consiste na digitalização da economia, e no crescente uso de aparelhos tecnológicos para a realicação de atividades cotidianas. Nesse mesmo sentido, apesar da modernidade ser considerada essencial para a evolução da espécie humana, é imprescindível analisar os possíveis malefícios e consequências dessa modernização. Sendo assim, pode-se citar a falta de organização para o recebimento dessa mudança, assim como, o desconhecimento geral da massa sobre tais avanços tecnológicos.
A priori, é importante discorrer acerca da obsolescência de empregos rentáveis no Brasil, caso a digitalização da economia venha a ocorrer de forma descontrolada. Para o filósofo inglês John Locke, em casos como esse, deve ser posto em prática o conceito de contrato social, o qual o Estado juntamente com os cidadãos devem formular um pacto baseado em direitos e deveres. Nesse viés, caberia ao Estado realocar aqueles que perderam o seu sustento para a Inteligência Artificial (IA), fazendo assim, com que tais pessoas não sejam prejudicadas e garantindo que elas encontrem formas de participação ativa nos setores econômicos que vinherem a necessitar do uso da digitalização.
Por conseguinte, a falta de preparo da nação para receber quaisquer novas tecnologias, é outro fator a ser analisado. Esse cenário, torna-se muitas vezes excludente, permitindo apenas àqueles com conhecimento tecnico-científico a adequação rápida aos novos meios de comunicação e comércio. Quem se predispõe a essa ideia é o filósofo prussiano Karl Marx, que retrata essa condição como uma forma de alienação, predispondo aos detentores de poder, a manipulação dos mais vulneráveis nesse âmbito tecnológico, sejam eles idosos ou pessoas que não tem condições financeiras de arcar com produtos que se adequem a essas mudanças. Esse panorama agrava-se em vista da falta de educação digital para muitos, que nem sequer possuem acesso a internet, como mostra uma pesquisa do IBGE, na qual mais de 51 milhões de brasileiros encontram-se em extrema pobreza.
Em vista dos fatos supracitados, o Ministério da Economia em conjunto com o Ministério da Integração Nacional deve utilizar 5% do Produto Interno Bruto (PIB) para investimento na criação de novos empregos, principalmente aqueles substituídos, assim como, deve promover palestras e programas transmitidos a população que ensinem o básico e perminam a adequação do grupo todavia em adaptação a tudo. Finalmente, espera-se que assim, o pensamento de Steve Jobs possa ser verídico, fazendo-se presente e democrático nas gerações futuras.