A digitalização da economia
Enviada em 25/05/2021
A Quarta Revolução Industrial trouxe grandes avanços para a humanidade a partir da aprimoração da tecnologia, como mostrado na obra literária do economista Klaus Martin. Nessa perspectiva, tais avanços proporcionaram alterações importantes em várias áreas da sociedade, como o processo de digitalização da econômica. No entanto, se por um lado essa digitalização econômia tem agido positivamente ao propiciar agilidade e flexibilidade ao mercado, por outro, tem agido como um elemento de exclusão para aqueles que não conseguem acompanhar as mudanças.
É relevante analisar, primeiramente, que a digitalização econômica proporciona agilidade e flexibilidade as trocas comerciais que ocorrem atualmente. Sob esse viés, é possível salientar que as trocas financeiras passaram a ocorrer de forma mais rápida com o uso de, por exemplo, aplicativos instalados em aparelhos celulares. Além disso, não existe mais a necessidade e a obrigatoriedade da construção de empresas físicas para as trocas comerciais nem que essas forneçam mercadorias apenas para as cidades em que se encontram. Dessa forma, tendo em vista que a Globalização busca a integração dos aspectos financeiros, a velocidade e a versatilidade, que acompanham a digitalização da economia, auxiliam esse fenômeno positivamente.
Entretanto, ainda que a digitalização dos fatores econômicos gere transformações vantajosas, como anteriormente citado, esse processo também é acompanhado da exclusão, como defendido pelo filósofo Pierre Lévy, daqueles que não conseguem acompanhá-las. Nesse contexto, tendo em vista que as modificações tecnológicas ocorrem constantemente, graças às disputas por mercado, influênciadas pela busca por lucro do modelo capitalista vigente, não é surpresa que isso aconteça. Dessa maneira, muitos indivíduos e empresas não conseguem acompanhar as modificações, ficando de fora da digitalização ao não adaptarem-se a programas financeiros, não terem condições de adquiri-los, ou não obterem aparatos tecnológicos que tenham destaque para concorrerem no mercado.
Portanto, devido às disparidades da digitalização econômica, cabe aos governos federais de cada país - principalmente dos em desenvolvimento -, promoverem, por meio do redirecionamento de verbas públicas anuais, a criação de projetos financeiros voltados a sanar as dificuldades de adaptação de pequenas e médias empresas - com investimentos que auxiliem o desenvolvimento de tecnologias direcionadas a produção -, além de, em parceria com empresas de tecnologia, realizarem palestras voltadas a orientar a população sobre os mecânismos que acompanham a economia digital - como aplicativos e sites de compras. Nesse sentido, o intuito de tal ação é garantir a agilidade e a flexibilidade para todos e, consequentemente, resolver o processo de exclusão vivenciado atualmente.