A digitalização da economia
Enviada em 25/05/2021
Conforme Steve Jobs, empresário americano, o desenvolvimento tecnológico é a força motriz que move o mundo. Nesse sentido, tal premissa se mostra presente no contexto vigente, uma vez que a digitalização da economia promove constantes inovações no século XXI. No entanto, na prática, essa realidade apresenta algumas dificuldades para se tornar completamente efetiva. Logo, é de suma importância analisar, respectivamente, as causas e as consequências desse fato: o processo de globalização e o desemprego estrutural.
De início, convém enfatizar que a interligação mundial do espaço geográfico é a principal causa da digitalização da economia. Nessa óptica, de acordo com Milton Santos -geógrafo-, o Brasil está inserido na chamada “Revolução Informacional”, em que a tecnologia, a ciência e a informação estão presentes em todos os setores da sociedade. Sob esse viés, é nítido que o mercado de trabalho se tornou completamente versátil, dado que o desenvolvimento tecnológico aumenta a velocidade de produção, o que colabora com a potencialização do processo produtivo. Dessa forma, é inegável que a globalização, a qual está intrinsecamente relacionada ao sistema capitalista, promove a digitalização da economia, já que o lucro empresarial está diretamente relacionado com o aumento da produtividade.
Ademais, é válido ressaltar que o desemprego estrutural é uma das consequências mais drásticas da modernização econômica. Nesse contexto, segundo o jornal “El País”, na última década do século XX, o Brasil atingiu a marca de aproximadamente 14 milhões de desempregados. Tendo isso em vista, percebe-se que a grande mecanização da economia teve um papel fundamental nessas estatísticas, haja vista que os postos de trabalho foram reduzidos em função desse novo sistema capitalista. Portanto, afirmar que a digitalização da economia é a única responsável pelo aumento do número de desempregados é um grande equívoco; porém, é inegável que ela teve uma forte participação, visto que promoveu a substituição da mão de obra pela tecnologia.
Depreende-se, pois, que o atual sistema econômico brasileiro apresenta uma série de entraves para se tornar completamente efetivo. Destarte, urge que as empresas nacionais, por meio da criação de cursos gratuitos, proporcionem um ambiente laboral que reintegre os seus funcionários à indústria: ou seja, fazer com o homem e a máquina possam trabalhar em conjunto. Nesse ínterim, o intuito de tal medida é amenizar os índices de desemprego estrutural. Feito isso, a digitalização da economia promoverá, sem custar o emprego dos brasileiros, um aumento lucrativo no mercado de trabalho.