A digitalização da economia
Enviada em 09/06/2021
O filme “Um Senhor Estagiário”, lançado em 2015, retrata a vida de um senhor de 70 anos que decide reingressar ao mercado de trabalho após se considerar obsoleto e desatualizado. Na realidade, não é diferente, a população se sente desatualizada, mas ao mesmo tempo imersa em tecnologia e digitalização, com ênfase na digitalização da economia. Assim, torna-se pertinente debater sobre os benefícios, os malefícios e como viabilizar de maneira igualitária a economia digital em âmbito pessoal-profissional e empresarial.
Por um lado, a economia digital agiliza a produção de produtos, garantindo uma produção em grande escala e gerando um maior lucro em curto prazo; em adição os a economia digital possibilitou a criação de pagamentos e recebimentos digitais, diminuindo o uso da cédula de dinheiro e consequentemente diminuindo a taxa de roubos de dinheiro. Segundo pesquisa da SSPDS (Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social), cerca de 78% dos assaltos no transporte público foram extinguidos após popularização dos cartões eletrônicos.
Por outro lado, a economia digital torna as atuais profissões como a de operário se extinguiriam, tornando desse modo uma imensa faixa populacional desempregada e, mais adiante, todas as profissões que não demandem criatividade e acolhimento serão eliminadas, fotos que a sociedade atual não está preparada para vivenciar, uma vez que a geração atual de trabalhadores nasceu em meados dos anos 1970 e 1990 e não cresceram com a consciência de que algo desse nível tecnológico um dia faria parte de seu cotidiano. Outro ponto negativo da economia digital é que países como o Brasil, cuja economia não é desenvolvida, não possuem desenvolvimento e condições financeiras necessárias para adquirir a posse dos mais novos avanços tecnológicos, tendo em mente que os produtos produzidos para a indústria 4.0 são de valores muito elevados, dando mais uma vez uma vez na historia do mundo a vantagens aos grandes empreendedores e retirando os pequenos negócios e “start ups” da concorrência; tal fenômeno é denominado como “Darwinismo Digital”, onde empreses com maior tecnologia se sobressai.
Entende-se, portanto, que é necessário não somente que o Ministério da Tecnologia incentive Universidades Públicas e Empresas a produzirem tecnologias da indústria 4.0 em um preço mais acessível e retire os impostos exorbitantes sobre produtos de pequenas empresas e “start ups”, assim nenhum negócio fechará por falta de oportunidade; mas também que os Ministérios da Educação e da Informação trabalhem de forma conjunta para levar a informação das profissões que estão se tornando obsoletas e modos de aprimorar seu currículo para não se oprimido pela digitalização da economia.