A digitalização da economia

Enviada em 22/06/2021

Compras em ecommerces. Pagamentos e transferências bancárias através de aplicativos. Bancos online 24 horas. Estas são algumas das situações presentes na realidade de milhões de pessoas ao redor do mundo que evidenciam o processo de digitalização da economia. A transição entre analógico e digital vem galgando degraus de forma cada vez mais acelerada, uma vez que se torna crescente o número de empresas e nichos econômicos que vêm incorporando massivamente tecnologias na produção, comercialização e distribuição de produtos e serviços. Esse processo é fundamental para o desenvolvimento das futuras gerações e reverbera diversos benefícios, porém, também acarreta questões socio-culturais para as nações.

Em 2020, após o início da pandemia de Covid-19 no hemisfério ocidental, todos os setores da economia foram impactados devido a necessidade de isolamento social. O contato interpessoal teve de ser suspenso imediatamente, trazendo à tona a digitalização econômica. Bancos e comércios, por exemplo, passaram a atuar de forma majoritariamente virtual, por meio de aplicativos e grandes plataformas na Internet. Um estudo realizado pela empresa Huawei, prevê que em 2025 o novo formato econômico representará cerca de 24% do PIB mundial. A tendência é de um desenvolvimento digital sem retroasão, visto as vantagens que traz consigo, como taxas mínimas ou até inexistentes em transações monetárias, custos menores para os ofertantes e consequentemente para os clientes, agilidade nos negócios e inovações constantes.

Inúmeras são as transformações que essa nova era digital vem viabilizando e facilitando no dia-a-dia dos usuários, contudo, ainda existem problemáticas presentes nesta expansão. A desigualdade de acesso a tecnologias em países não desenvolvidos é um fator a ser analisado. No Brasil, segundo dados do IBGE de 2019, 30% dos domicílios não tinham acesso à internet e 51% não possuíam computador, o que dificulta muito a inserção de toda a população na economia digital. Além disso, em seu livro “21 lições para o século XXI”, o historiador israelense Yuval Harari teme a ameaça de obsolescência para algumas profissões, consequenciais ao avanço de máquinas muito melhores que substituem a força de trabalho humana.

Visando uma sociedade mais integrada à economia digital, faz-se necessário reformas na infraestrutura tecnológica das áreas populacionais com menos recursos, levando acesso às plataformas comerciais e à prestação de serviços online, associadas a facilidade em utilizar o novo ambiente virtual adquirida através de matérias educacionais nas escolas que exponham o tema, tornando assim as novas formas de mover a economia uma realidade de todos.