A digitalização da economia
Enviada em 20/06/2021
Na obra “A Origem das Espécies” o inglês naturalista Charles Darwin destaca, com precisão, a seleção natural das espécies que estão sujeitas à extinção caso fracas diante das demais. Analogamente, a atual economia digital –caracterizada pela incorporação de técnicas artificiais no meio comercial– restringe a sobrevivência de profissões e empresas. Dessa forma, há em vista que o aumento da competitividade entre as empresas digitalizadas e a maior qualificação do trabalho são consequências desta nova ordem econômica internacional.
De início, é certo que desde a Revolução Técnico-Científico-Informacional os meios digitais tomaram partido nos serviços diários e industriais. Destarte, a adoção da inteligência artificial (IA) e outras tecnologias em pequenas empresas e transnacionais vem tornando o mercado global cada vez mais competitivo. De acordo com o ranking de 2007 da BostonGroup, das 13 empresas brasileiras mais competitivas, a fornecedora Gerdau Steel destaca-se devido à implementação de 40 mil sensores de controle de qualidade de suas respectivas máquinas. Nesse sentido, nota-se quão relevante o uso de operadores tecnológicos tornou-se para o sucesso financeiro de qualquer empreendimento.
Ademais, a tendência atual de digitalizar e automatizar empresas para diminuir os custos com funcionários transformou-se no medo de milhares de indivíduos. De um lado, novos negócios florescem assim como novos empreendedores e de outro, a requisição pela qualificação digital é fonte do aumento significativo do desemprego estrutural. No Brasil, a falta de disposição de cursos de especialização eficazes e gratuitos para a população economicamente ativa (PEA) desencadeia na baixa produtividade de diversas empresas que aderem ao meio digital em comparação com os demais países e na estagnação da economia. Sendo assim, é essencial que novos investimentos na camada produtiva nacional sejam feitos progressivamente de modo que influencie na ascensão econômica brasileira no mercado mundial.
Diante das problemáticas supracitadas, é notório que o novo Darwinismo está longe de ser solucionado. Nessa perspectiva, o Governo federal deve, através do Ministério da Economia e o Ministério do Trabalho agindo integralmente, financiar projetos de qualificação e pós-graduação de profissionais de modo organizado e nos horários melhor disponibilizados. Consequentemente, a competitividade das empresas brasileiras ampliará-se exponencialmente com grande parcela dos funcionários experientes no meio digital.