A digitalização da economia
Enviada em 06/07/2021
Desde a Revolução Digital de 1970 a humanidade têm evoluído sua forma de realizar atividades rotineiras com o auxílio da tecnologia, como equipamentos para agilizar colheitas agrícolas e sites que permitem interações entre pessoas de qualquer local do globo. Todavia, ao mesmo tempo há milhares de profissionais que perdem seus empregos para máquinas, além do surgimento de novos excluídos sociais, já que nem todas as pessoas possuem acesso ao digital. Assim, é necessário um debate sobre quais os pontos positvos e negativos do movimento de digitalização da economia para entendermos o rumo que a sociedade está tomando.
Analogamente à realidade, o filme A Fantástica Fábrica de Chocolate apresenta uma família que passa a enfrentar problemas ecônomicos e dificuldades como fome e frio quando o provedor da casa perde seu emprego em uma fábrica ao ser substituído por máquinas. Tal produção aponta a forma adversária como o mercado lida com equipamentos X homens, ao invés de pontuar o melhor e estabelecer um equilíbrio, é comum uma luta oculta sobre quem deveria ser descartado. Assim, deixa-se de avaliar que máquinas apenas obedecem padrões e o indivíduo possui inteligência emocional, criatividade, ética e que juntos poderiam alcançar resultados superiores, ainda, tal pensamento retrógrado atrasa a evolução da economia para o digital pois cria um medo sobre quais os profissionais que seriam excluídos.
Ademais, o lado vulnerabilizado da sociedade não é pauta para que a digitalização econômica seja acessível e transformadora na comunidade inteira. Segundo dados do jornal The Economist, em 2019 mais de 3,8 bilhões de pessoas não tinham acesso à internet. Logo, a pesquisa serve para apresentar a desigualdade da entrada ao meio informacional, já que a falta de internet barra o micro empreendedor à expandir sua marca; impede o consumidor de ter mais opções de compra; prejudica um agricultor de modernizar sua plantação. Outrossim, mais uma vez uma fração da população é excluída como já foi dito pelo sociológo Pierry Lévy “toda tecnologia cria seus excluídos”.
Destarte, é notavél que a digitalização da economia trará boas mudanças, entretanto é necessário mudanças para que o cenário seja postivo para todos os envolvidos. Como exemplo, no Brasil, cabe ao Governo Federal através do Ministério da Tecnologia criar um programa para fábricas que proponha cursos para que os funcionários se adaptem às novas máquinas e surjam novos cargos ao invés da demissão, já ao Ministério da Infraestrutura cabe criar pontos com internet de boa qualidade em locais públicos como praças e parques, para que todos possam ter acesso à rede. E assim, de maneira gradual será possível alcançar um cenário positivo e mais igualitário da digitalização da economia.