A digitalização da economia

Enviada em 22/07/2021

No filme “O Preço do Amanhã” é retratado um futuro distópico em que o tempo é o relógio da sobrevivência. Ademais, o tempo de vida, torna-se, ainda, “moeda corrente” para sobreviver e obter seus luxos, quando o relógio é zerado, a vida também acaba. Paralelo à realidade contemporânea, percebe-se que tanto a tecnologia tem influenciado na instantaneidade e imediatismo dos seres humanos como a perspectiva do consumo social - onde quer que esteja -, numa tentativa de ter mais tempo para aproveitar a vida.

Em primeira análise, referente à ficção: “tempo é dinheiro”. Tal expressão é observada, não raro, na atual sociedade que prima pela rapidez e a oportunidade de utilizá-lo para fazer algo de valor e dedicar-se à uma possibilidade de transformação. Assim, com o avanço do século XXI, o E-commerce trouxe uma alternativa mais prática, e como resposta, garantir a instantaneidade e imediatismo do seres humanos em uma expansão mais global, facilitando a experiência social de consumo e tempo livre.

Nesse contexto, com a necessidade de sobreviver ao novo mercado em que a tecnologia promove mudanças intensas e constantes, empresas e profissionais devem ter o saber e novas formas de lidar com o uso da digitalização econômica, devido a sua inconsistente estabilidade. Exemplo disso, é a criação da Startup - termo utilizado para designar uma empresa recém-criada em ambientes de incertezas de desenvolvimento - Nubank, empresa tecnológica que atua em serviços financeiros e movimentação econômica digital, visando atender e se adaptar às demandas do mercado atual de forma rápida e humanizada no dia-a-dia. Haja vista, apesar dos recursos e benefícios da Economia Digital, ainda assim, vem sendo excludente, uma vez que o acesso às informações da internet prevalece desigual, bem como, a falta de políticas públicas as quais possam garantir segurança e oportunidades para todos em relação ao consumo digital. Com isso, barreiras econômicas e sociais para aqueles ainda reféns dos meios analógicos tornam-se presentes.

Entende-se, portanto, a importância educacional bem como do Estado a fim de atender as demandas sociais. O primeiro, a partir de uma sistemática que incentive à educação financeira, tornando tal assunto interdiciplinar, sobretudo no Ensino Fundamental, que façam-no perceber que a educação pode significar um gatilho a fim de garantir um futuro promissor. Já o segundo, através da ampliação de ensino especializado (técnico e Superior) e investimentos tecnológicos, oferecendo uma excelência oportunidade em currículos às exigências atuais do mercado de trabalho atual digital. A fim de evitar um futuro próximo distópico, onde os valores tornar-se-á mais subjetivos que o esperado.