A digitalização da economia
Enviada em 06/08/2021
“A economia é uma virtude distributiva e consiste não em poupar mas em escolher”. Assim como Edmund Burke salientou, a economia, enquanto uma virtude, é um avanço necessário para o desenvolvimento do Brasil. Em contrapartida, o ponto de Burke também mostra o lado de que existem pessoas menos privilegiadas acerca dos benefícios que o período da Revolução Industrial no século XIII proporcionou: tecnologia por meios viáveis. É imprescindível, portanto, que existam recursos que sejam factíveis a população que também não tem acesso aos meios digitais.
Em primeira análise, o Fordismo, um sistema de produção em massa surgido no século XX por Henry Ford, tornou-se modelo para as grandes empresas que hoje existem. De maneira análoga, a digitalização da economia é vantajosa por demonstrar uma inovação, acerca da contemporaneidade, uma vez que 40% das empresas tradicionais da lista da Fortune 500 irão deixar de existir, de acordo com a pesquisa realizada em 2018 pela Universidade de Washington. Por outro lado, o mesmo estudo evidencia que, tais empresas que não se adequam às inovações do meio digital, prejudicam aqueles grupos que não têm acesso a internet, representando 40 milhões de brasileiros, consoante ao estudo de 2021 do IBGE.
Em segundo análise, a economia digital representa não só um avanço ao desenvolvimento econômico brasileiro, mas também um desamparo à classes menos favorecidas . Sob essa ótica, o filme Tempos Modernos, de Charles Chaplin retrata com ironia o modelo fordista de produção e ignora as falhas que a produtividade em massa acarreta, ainda que com resultados satisfatórios. Portanto, é necessário que haja recursos que respalde a maior parte da população, a fim de buscar um tratamento que seja acessível e benéfico.
Diante das problemáticas anteriormente citadas, medidas preventinas devem ser tomadas em favor da acessibilidade da economia por meio virtual. Nesse sentido, o Ministério da Economia e as redes privadas de internet, devem fazer parceria e tornar viável o acesso à internet com planos mais baratos e inclusivos, bem como para todas as pessoas, por meio de descontos promovidos por estes para aparelhos individuais. Uma medida diferente é criar políticas educacionais, por meio de campanhas publicitárias nas mídias, administrada pelo Governo Federal e o Ministério da Economia, a fim de conscientizar a população dos benefícios e pontos positivos que o contato econômico digital pode ter. Ambas as medidas promovem uma ação interventiva que estimulará a população a se interessar pelo o assunto e ter meios para tal, cumprindo a ideia de Burke de tornar a economia, uma virtude.