A digitalização da economia

Enviada em 17/08/2021

Consoante o magnata americano do setor da informática, Steve Jobs, a tecnologia move o mundo. Tal afirmação pode ser equiparada a incorporação das tecnologias digitais no âmbito do desenvolvimento econômico, uma vez que, desde o advento da internet os meios eletrônicos foram intensificados e adaptados a formarem uma relação quase que completamente virtual entre empresas e clientes. Nesse contexto, cabe analisar a taxa de crescimento da digitalização da economia e os impactos que causam: gradativamente as atividades laborais se tornam automatizadas, permitindo que as empresas se tornem mais eficientes, diferentes públicos e tornando o trabalho manual cada vez mais dispensável.

Primordialmente, pontua-se que, a digitalização da economia é uma obrigatoriedade para qualquer empresa que pretende crescer e manter-se competitiva. Para isso, é inevitável a implementação de processos inovadores, colaborativos e ágeis como o da inteligência artificial que gera facilidade em atividades como transferências bancárias, reserva de passagens e comércio eletrônico. Assim, com a praticidade dessa inovação, a transformação digital tornou-se gradativa, prova disso, são dados da pesquisa CEO Outlook 2020, demonstrando que 67% dos executivos respondentes afirmam que a digitalização das operações colocou os negócios em anos à frente do que esperavam e prevê quem em 2025 a economia digital representará cerca de 24% do PIB mundial.

Observa-se, ainda que, a adoção de tecnologias transformou a economia brasileira, entretanto, a velocidade da transformação traz alguns efeitos preocupantes. Pois, conforme a digitalização avança a necessidade de um intermediador entre e o consumidor e o produto, diminui, tornando o trabalho analógico dispensável e gerando assim, desemprego. Evidência disso, são dados divulgados nos balanços das empresas Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e Santander que fecharam 1.647 agências físicas, dispensando mais de 15 mil empregados. Desse modo, a máxima do físico Albert Einsten, de que tornou-se aterradoramente claro que a nossa tecnologia ultrapassou nossa humanidade, faz jus ao descompasso causado pela automatização do trabalho.

Portanto, medidas devem ser tomadas. Cabe ao Ministério do Trabalho, criar, por meio de verbas governamentais, políticas públicas que garantam a empregabilidade - cursos preparatórios que se inovem conforme o mercado de trabalho, com enfâse em tecnologia - assim, evitando demissões. Urge, que o Estado regulamente as leis trabalhistas, assegurando o cidadão que venha a perder o emprego. Ademais, são indispensáveis investimentos nas áreas da educação profissional em grandes e pequenas empresas para que os funcionários se adaptem a Era Digital, pois conforme Charles Darwin, não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adaptar as mudanças.