A digitalização da economia

Enviada em 20/09/2021

Como disse o naturalista inglês Charles Darwin: “não são as espécies mais fortes que sobrevivem nem as mais inteligentes, e sim as mais suscetíveis às mudanças.” Relacionando ao momento de digitalização global em que o mundo se encontra, é imprescindível que a economia também precisaria mover-se para o mesmo fluxo, pois acabariam ficando para atrás no que se chamam de a quarta revolução industrial. Nesse sentindo, é necessário analisar tal quadro, intrinsecamente ligada à mudança de hábitos dos consumidores e a insegurança com a nova tecnologia.

Primeiramente, devemos ressaltar que nunca na história houve um consumidor tão conectado como nos dias atuais, segundo relatório produzido pela empresa We Are Social and Hootsuite de 2021, aponta que existem mais de 5 bilhões de usuários desse dispositivo. Dessa forma, é indubitável que as empresas precisariam se adaptar a essas mudanças de hábitos dos consumidores, trazendo inovações e facilitando as vidas das pessoas em diversas áreas. Principalmente em relação aos bancos, que eram conhecidos por gerarem filas e serem bastante burocráticos, e que nos últimos anos vem sofrendo diversas mudanças com o lançamento das contas digitais, como a Nubank, que desde então gerou transformações em cadeia nas outras empresas, para assim aderir as novas demandas dos usuários.

Contudo, mesmos com todos esses benefícios ao cliente, também traz consigo a insegurança com essa nova tecnologia, uma vez que oferecem risco à segurança que vão desde golpes virtuais a assaltos e sequestro-relâmpago. Prova disso, é a novidade que surgiu recentemente, o Pix, transferência automática entre bancos diferentes sem custo para o usuário, que poderia ser feita a qualquer hora do dia. Todavia, de acordo com a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), mais de um terço dos brasileiros ainda não usou a ferramenta, dentro os motivos estão a segurança de dados e a desconfiança com as instituições financeiras. Precisando com isso haver uma equiparação da desigualdade e da alfabetização digital.

Pode-se perceber, portanto, que medidas publicas devem ser tomadas para melhorar esse cenário. O governo federal por meio do Ministério da Educação, deve implementar na base escolar o ensino da economia digital, trazendo para as instituições debates sobre esse novo movimento, levantando dúvidas e trabalhando o pensamento crítico dos estudantes sobre o assunto. Ademais, o governo federal por meio do Ministério das Comunicações, deve lançar campanhas que informem a toda população, tendo foco principalmente as pessoas com mais idade, para inseri-las nesse novo mundo, de forma consciente e segura. Com isso, trabalhando para que todos tenham acesso e se sintam seguros em usar todas as ferramentas digitais, que geralmente beneficiam e facilitam a vida de todos.