A digitalização da economia
Enviada em 16/09/2021
As criptomoedas tornaram-se muito populares desde o início de sua circulação, há mais de dez anos. Utilizadas como meio de troca no mundo digital, tais moedas proporcionam agilidade e maior alcance nas transações. Logo, esse recurso está inserido no universo da economia digital, caracterizada por realizar a produção, comercialização e distribuição dos seu serviços com o auxílio da internet e dos dispositivos eletrônicos. Assim, é perceptível como a digitalização da economia depende do aprimoramento tecnológico e apresenta efeitos positivos e negativos.
Em primeiro lugar, percebe-se como a economia digitalizada apenas é viabilizada pelo aparecimento de novas tecnologias. Visto que realizar empréstimos e transações bancárias, obter cartões digitais, comprar e vender online são ações que dependem diretamente da internet e dos aparelhos eletrônicos, a demanda pelo aprimoramento do seu funcionamento e da sua segurança é alta. Em contrapartida, partindo da comparação entre a tecnologia e a roda, feita pelo intelectual canadense Marshall McLuhan, compreende-se que ambas facilitam o caminho, mas não apontam a direção a ser tomada. Nesse sentido, cabe aos agentes sociais direcionar os rumos da economia digitalizada para sacar o seu melhor proveito.
Em segundo lugar, compreende-se que a consolidação de uma economia, que tem suas bases no meio digital, envolve alguns fatores produtivos e outros maléficos ao seu crescimento. Primeiramente, utilizar novas tecnologias na economia é sinônimo de obter maior rapidez e maior alcance, ou seja, tornar mais eficiente a conexão entre os indivíduos e as organizações. Todavia, depender dos meios eletrônicos é, também, estar mais suscetível ao ataque de hackers que podem colapsar o sistema, sendo necessário investir em segurança digital. Além disso, diversos papéis e postos de trabalho desaparecerão, sendo substituídos pelos produtos do avanço tecnológico e gerando uma onda de desemprego, principalmente, no setor terciário.
Tendo em vista a problemática da obsolescência de processos e de profissões, face a digitalização da economia, e seu eventual efeito de desemprego, cabe às empresas de tecnologia, aos conglomerados comerciais e aos parques tecnológicos promover a formação de técnicos que possam trabalhar com as novas demandas desse ramo. Tal intervenção deve ocorrer através de cursos e palestras profissionalizantes que sejam, por exemplo, disponíveis aos jovens recém formados e aos desempregados através de bolsas. A finalidade dessa proposta é garantir que todos tenham espaço e oportunidades para trabalhar nesse meio e reduzir os impactos do desaparecimento de postos de trabalho.