A digitalização da economia

Enviada em 08/10/2021

A Quarta Revolução Industrial é um conceito desenvolvido pelo alemão Klaus Schwab e caracteriza um conjunto amplo de tecnologias avançadas com capacidade de modificar grandemente as formas de produção do mundo contemporâneo, prometendo melhoria na eficiência de diversos processos. O desenvolvimento dessas tecnologias afeta significativamente o setor financeiro nacional e mundial, visto que, devido a essa modernização já está bastante difuso o processo chamado de “Digitalização da Economia” que compreende a transferência de serviços manuais para a forma digital. No Brasil tamanha inovação ainda enfrenta obstáculos para uma implementação eficaz, principalmente devido a uma grande desigualdade digital, além de muitos sistemas de economia digitalizada ainda apresentarem algumas fragilidades em sua segurança.

Bancos digitais e atendimento virtual são alguns dos recursos ofertados pela digitalização da economia, entretanto para usufruir disto, geralmente faz-se necessário a utilização de algum equipamento como o aparelho celular e também de acesso à internet. Contudo, no Brasil o acesso a esses recursos ainda não é amplo o suficiente, como comprova uma pesquisa divulgada pelo instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2018, em que uma a cada 4 pessoas no Brasil não possuem acesso a internet, cerca de 46 milhões de brasileiros, o que prejudica e até mesmo impossibilita o acesso a recursos digitais de maneira igualitária.

Outrossim, mesmo aqueles com acesso a essa economia digitalizada existem os que possuem conhecimento insuficiente sobre cibersegurança e podem estar vulneráveis ​​a ataques e golpes que são facilitados devido a grande praticidade das novas tecnologias. Inclusive, com a implementação do Pix, que permite transferências bancárias imediatas, pelo Banco Central em novembro de 2020 a Folha de São Paulo registrou mais de 200 casos entre 2020 e 2021 usando-o para golpes e crimes no estado de São Paulo.

Destarte, a implementação de ações visando ampla eficácia de uma economia digital faz-se necessária. O Ministério da Economia deve criar auxilios de inclusão digital que forneçam internet para todos e pelo menos um equipamento eletrônico, pois muitas famílias em situação de vulnerabilidade socioeconômica não possuem condições de pagar por esse acesso. É indispensável que o Banco Central em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações elabore medidas de segurança e que façam ampla divulgação do que o usuário deve fazer para se proteger, além de implementar rastreamento e fiscalização em todas as transações virtuais garantindo assim a segurança e eficácia. Com essas ações será possível implementar uma digitalização da economia inclusiva e segura.