A digitalização da economia
Enviada em 12/11/2021
O trabalho, no período do Feudalismo, foi baseado na mão de obra barata e trabalho braçal. Ao contrário, no dias atuais, devido ao avanço tecnológico, empresas, instituições financeiras e até o setor agrícola tem buscado investir em tecnologias que facilitem processos e exijam menos a interferência humana. Embora a digitalização tenha aprimorado as atividades laborais, o crescimento exponencial do desemprego e a exigência de mão de obra qualificada tem criado um grande abismo socioeconômico.
No âmbito da discussão, é valido reconhecer que a desenvoltura do setor digital trouxe mais eficácia em questões de produtividade. Sob essa circunstância, o que a digitalização dos processos tem feito mostra-se tanto de maneira positiva como negativa. Um bom exemplo disso é a facilidade da comunicação para realização de negócios entre corporações. Segundo um levantamento feito pela empresa de telecomunicações Hauwei junto com a Oxford Economics, a economia digital representará 24% do PIB mundial, em 2025.
Em contrapartida, o aumento do desemprego e a requisição de profissionais qualificados tem retornado com uma grave crise socioeconômica. Para mais, levando em consideração que em 2019, 40 milhões de brasileiros não tinham acesso à internet, isso segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), há o aumento da falta de conhecimento de como manipular as ferramentas digitais, o que implica justamente na falta de qualificação e conhecimento de pessoas aprendizes nesse plano.
Diante do exposto, infere-se, portanto, que, medida devem ser adotadas. Para isso, é fundamental que o Poder Executivo, como os Ministérios da Educação e Economia, em união com as Secretarias Estaduais de Educação criem maneiras de auxiliar pessoas leigas quanto ao uso da internet para fins econômicos. Isso se dará por meio de um Projeto Nacional de Capacitação Digital voltado ao campo da economia. Tal ação pode, ainda, contar com a participação de investidores filantrópicos na aquisição de equipamentos serem utilizados. Tudo isso, com o intuito de garantir a qualificação digital de iniciantes, podendo, assim, movimentar a economia digital.