A digitalização da economia
Enviada em 12/11/2021
‘Como Vender Drogas Online’, uma série da Netflix possui como premissa o adolescente Moritz que, após problemas amorosos, decide transformar seu site compartilhado de seu amigo em uma loja anônima de drogas na internet. Pela enorme anônimidade na comercialização online, o rastreamento feito por terceiros acaba por ser extremamente difícil enquanto a interação entre comerciante e cliente é fluída e segura. Embora uma economia mais digitalizada possua benefícios, suas interações causam impacto nas diversas regiões do país e constante necessidade de adaptação à mudanças.
Com o advento da pandemia de COVID-19, empresas tiveram que se adaptarem a uma nova estrutura de mercado de trabalho e desenvolvimento econômico. As alterações no mercado de trabalho começaram pela necessidade de remanejar colaboradores para o regime de home office e agilizar a infraestrutura necessária em tempo recorde, o que obrigou a sociedade a se reinventar e acelerar a transformação digital. Essa sensação, inclusive, não se restringe aos profissionais da área de tecnologia. Espera-se que as consequências da pandemia promovam negócios e carreiras remotas. As plataformas digitais estão cada vez mais comprometidas em garantir o contato com o cliente de forma interativa e prática. Quem não está acostumado a vender pela Internet precisa acelerar seus planos. Uma vez que todos estão isolados em casa, não são apenas as lojas online que vendem itens essenciais, como alimentos ou produtos de higiene pessoal, que surgem online.
Ademais, segundo levantamento da Folha de São Paulo em março de 2021, a desigualdade digital aprofundou o impacto do isolamento social comercial no Nordeste, e a redução do acesso à Internet na região também é um entrave para o comércio local. Uma pesquisa do Cetic.br (Centro Regional para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação) mostra o acesso das famílias à Internet por região. O Nordeste é o líder: 65% das famílias têm acesso à Internet, em comparação com 75% no Sudeste, 73% no Sul, 72% no Norte e 70% no Centro-Oeste. A região também fica para trás na lista de usuários que visitaram pelo menos uma vez nos últimos três meses. Essa realidade dificulta a digitalização dos negócios e do comércio eletrônico, pois 98% das vendas ainda são em lojas físicas.
Portanto, em termos das consequências dos desequilíbrios econômicos, percebe-se a combinação da digitalização social e econômica. Devido ao aumento substancial do número de trabalhadores dispensados, à realocação dos trabalhadores dispensados para locais mais convenientes e à reforma das leis e regulamentos relativos às dispensas, é necessário implementar medidas de política pública para a obtenção de oportunidades de emprego. Além disso, o investimento em educação profissional para empresas e pequenos negócios é fundamental.