A digitalização da economia

Enviada em 12/11/2021

Segundo a teoria “destruição criadora” do economista Joseph Schumpeter, a constante evolução do capitalismo se dá pela inovação de mercado repercutida por empreendedores e a criação de novos produtos. A partir desse conceito, é possível reconhecer na sociedade atual que o desenvolvimento econômico gradativo transforma os principais meios comerciais e por consequência, os empreendimentos anteriores caem em desuso. Diante disso, é fundamental analizar o atual panorama da digitalização economica para desconstruir essa realidade.

É importante considerar que, apesar da digitalização economica apresentar rapidez e eficiência em comparação ao processo analógico, o impacto negativo acerca da obsolescência dos produtos e empreendimentos anteriores, ocasiona na desintegração de empresas e trabalhadores no mercado quando considerado a falta de políticas públicas e garantias trabalhistas. A respeito disso, convém ressaltar que, Tom Goodwin cita o “darwinismo digital” como a necessidade de novas empresas e pessoas se adaptarem ao novo contexto de digitalização.

Ao observar a realidade do cenário econômico brasileiro, são notórios os desafios para se adequar à esse contexto, uma vez que, milhões de brasileiros de pessoas estão inseridas na desigualdade social e no analfabetismo digital no país, o que dificulta o acesso e a inserção sucessiva desse conjunto.

Portanto, a problemática atual decorre da desigualdade social e da falta de políticas públicas. Sob essa ótica, urge que o Ministério da Ciência e da Tecnologia deve incentivar a adaptação da população às novas tecnologias no contexto trabalhista a partir do ensino básico, desse modo, sendo formados profissionais preparados para o novo mercado de trabalho. Ademais, funções analógicas não devem desaparecer do cenário trabalhista, deste modo, é necessário que haja um consenso na área para o uso de ambos os serviços.