A digitalização da economia

Enviada em 12/11/2021

Conforme o geógrafo Milton Santos, uma democracia só é efetiva quando atinge a totalidade do corpo social. A ideia defendida pelo geógrafo é demandada nos dias atuais, conquanto na prática se observam impactos ocasionados pela digitalização da economia, uma vez que não abrange os indivíduos de forma igualitária. Diante dessa perspectiva, faz pertinente a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em primeira análise, é importante destacar que, em função dos ditames do mundo capitalista, a nação verde e amarela está cada vez mais exposta a evolução cibernética, alimentados pela alta velocidade do progresso tecnológico, o que, por sua vez, resultou diretamente na era da economia digital, no qual não inclui todos os cidadãos.  Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 40 milhões de brasileiros não têm acesso à internet. Eventualmente, consoante ao que fora dito pelo sociólogo francês, Émile Durkheim, os fatos sociais podem ser patológicos, visto que, rompem toda harmonia social, o que infelizmente é evidente no país.

Por conseguinte, é fundamental aportar que o capitalismo digitalizado, impulsiona conjunturas gradativas. De acordo com uma pesquisa realizada pelo IBGE, 21,7% da nação brasileira não possui acesso a economia digital, o que, consequentemente, impacta na excluão, uma vez que grande parte não consegue sobreviver e se sustentar no meio dessa nova revolução. Em suma, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de combater essa restrição digital. Para isso, urge que o Ministério da Economia crie, por intermédio de recursos governamentais, projetos fornecendendo infraestrutura tecnológica nos bairros e escolas, além de palestras públicas sobre o assunto, com políticas públicas que detalhem o funcionamento desse setor digitalizado. Somente assim, consolidar-se-á uma sociedade economicamente democrática, tal como afirma Milton Santos.