A digitalização da economia
Enviada em 12/11/2021
Durante o surgimento do capitalismo, depois da decadência do sistema feudal e da ascensão da burguesia, o comércio era feito por meio de feiras e as compras eram realizadas através de trocas. Entretanto, após anos de avanços tecnológicos e do advento da chamada era da Economia Digital, hoje, além de cada país ter sua moeda oficial, existem ainda diversas maneiras de utilizar o dinheiro de maneira digital, o que contribui com praticidade para o cotidiano dos indivíduos. Porém, essas tecnologias também oferecem riscos de roubo de dados e de golpes cinernéticos.
De fato, muitas foram as mudanças que ocorreram na economia durante o passar dos anos e combinadas com as inovações da tecnologia, essas mudanças se intesificaram ainda mais. Por exemplo, até o início dos anos 2000, as pessoas tinham a concepção de banco como sendo a instituição financeira que possuia agências físicas espalhadas pelas cidades onde elas podiam se dirigir para resolver questões relacionadas às suas finanças. Mas, atualmente, existem “startups” como a Nubank, que apesar de funcionar como um banco comum, não possui agência física e as demandas dos clientes são todas resolvidas virtualmente recorrendo ao aplicativo da empresa. Além disso, em 2020 foi lançado o PIX, que é um meio de transferência de capital instantâneo e é feito por intermédio de um smartphone, tais inovações são essenciais para tornar a vida dos cidadãos mais prática.
Embora esses avanços sejam muito importantes para facilitar a vida das pessoas, eles também oferecem riscos de crimes cibernéticos. Pois, existe a possibilidade de roubo de dados financeiros e de aplicação de diversos golpes relacionados a aplicativos de pagamento instantâneo. Exemplificando, é possível citar o golpe do falso comprovante de pagamento, onde os criminosos simulam ter o efetuado quando na verdade não o fizeram e assim conseguem enganar os vendedores.
Urge, portanto, que o Poder Legislativo desenvolva projetos de leis que visem regulamentar o uso desses novos aplicativos como o PIX e que o Judiciário atue investigando o cumprimento das mesmas e julgando os casos em que elas forem corrompidas, isso deve ser feito com o auxílio das delegacias estaduais de cibercrimes que já colaboram como canal de informação, documentando os crimes e direcionando as vítimas que sofreram com esse tipo de delito. Só assim, a população poderá usufruir dos benefícios trazidos por essas tecnologias com segurança.