A digitalização da economia
Enviada em 12/11/2021
No seriado Norte-Americano “Black Mirror”, é retratada uma sociedade futurista e completamente tecnológica, em que os indivíduos são acometidos a se adequarem a nova realidade. Analogamente, os avanços tecnológicos são cada vez mais inevitáveis, assim como a transformação social, ainda que uma parcela populacional não consiga acompanhar o ritmo digital. Assim, urge a necessidade de intervenção com medidas eficientes para solucionar esta problemática.
Uma preocupação constante são os golpes virtuais, que tem feito cada vez mais vítimas no país. Segundo estudos feitos pelo laboratório especializado em cibersegurança da PSafe, em 2021, 150 milhões de pessoas foram vítimas do golpe virtual “Phishing”, que engana as vítimas com sites e aplicativos falsos que se passam por empresas ou pessoas famosas. Além de levar a perdas financeiras das pessoas e vazar informações sigilosas, alguns phishings ainda induzem a vítima ao compartilhamento de links maliciosos, com a promessa de que ao enviar esse link para outras pessoas ela receberá algum benefício ou recompensa. Assim, os golpistas tornam a vítima um vetor de disseminação do golpe.
Como já teorizado, os ataques cibernético, em sua maioria, afetam pessoas que não tem conhecimentos básicos do mundo digital, tornando-se alvos fáceis de se manipular e enganar, num corpo social aonde os smartphones estão cada vez mais populares, ainda que se perpetue o mito da maior segurança ao se utilizar aparelhos móveis. Segundo o UOL, no ano de 2018, o Brasil era o segundo país no mundo com o maior número de crimes virtuais, afetando cerca de 62 milhões de pessoas e causando um desfalque de US$22 bilhões.
Diante dos fatos supracitados, faz-se necessário que o Governo Federal, justaposto ao Ministério da Fazenda e Ministério da Educação criem um programa de palestras sobre educação digital e financeira nas escolas e centros comunitários de periferias e regiões interioranas, promovendo o conhecimento e dissernimento do espaço virtural e seus malefícios, além de transmitir em seus veículos midiáticos como rádio e televisão, propagandas educativas, como dicas para se atentar em transações ou quaisquer operações por meios digitais. Dessa forma, a médio prazo, pode-se obter uma sociedade mais informada, que saberá se proteger a golpes virtuais e o números de casos entrará numa descrecente constante e a formação de uma população mais íntegra e justa.