A digitalização da economia

Enviada em 17/11/2021

Marx afirma ‘’Os filósofos limitam-se a interpretar o mundo de diversas maneiras, o que importa é modificá-lo’’. A firmação do filósofo ecoa de modo preponderante quando se observa o problema da digitalização da economia nas cidades brasileiras, agravando a situação de tal corpo social. Desse modo, é preciso discutir a criação de novos empregos e formas de abrandar os desafios causados ao tecido empresarial de modo a minimizar tal problemática social.

Em primeira análise, é possível determinar que em período pandêmico causado pelo (COVID-19), as empresas tiveram que buscar alternativas para garantir o progresso contínuo de desenvolvimento econômico tanto ao mercado nacional quanto global, e uma delas é o uso dos meios digitais intensificados pela falta de relações empresarias entre os clientes presencialmente. Na frase de Charles Darwin: “Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente; mas o que melhor se adaptar às mudanças”- portanto, o processo de adaptação é fundamental à coexistência de uma empresa mesmo diante de adversidades que forçarão o estado de equilíbrio de cada uma delas e dessa forma sofrer menos com alterações temporais.

Todavia, é notório que a desigualdade social presente entre as diferentes regiões do Brasil, colabora para que haja um número alto para pessoas com acesso à internet em grandes metrópoles, e um número menor para menores regiões. Segundo uma pesquisa realizada pela Folha de São Paulo em março de 2021, mostra que desigualdade digital aprofundou o efeito de isolamento social do comercio em algumas regiões, tais como o Nordeste, por apresentar uma baixa taxa de acesso à internet se tornando um entrave para o mesmo.

Diante do sobredito, serão necessárias medidas de políticas públicas que implementem o acesso de empregabilidade devido ao grande aumento de demissões, realocações de pessoas destituídas para locais mais acessíveis, bem como uma reforma na regulamentação das leis em relação às demissões. Ademais, são indispensáveis investimentos nas áreas da educação profissional em empresas e pequenos comércios, de modo que os próprios funcionários criem soluções e propostas de alternativas possíveis para reintegração de ex-integrantes, para que assim o equilíbrio da adaptação observada por Darwin seja solucionada.