A digitalização da economia

Enviada em 19/11/2021

Desde o surgimento da Internet na década de 1990, a digitalização econômica tem sido um processo natural, entretanto a crise pandêmica do COVID-19 forçou essa transformação social a acontecer quase que instantaneamente após forçar o trabalho remoto e consequentemente levar ao consumo digital de casa. As mudanças no mercado de trabalho começaram com a necessidade de realocar os funcionários para os sistemas de home office e otimizar a infraestrutura necessária em tempo recorde, o que obrigou a sociedade a se reformular e acelerar a transformação digital. Essa sensação, inclusive, não se restringe aos profissionais da área de tecnologia.

Segundo a pesquisa “CEO Outlook 2020” da consultoria KPMG, 67% dos executivos entrevistados disseram que a digitalização das operações superou as expectativas por meses ou até anos. Bens e serviços digitais tornaram-se uma força importante no desenvolvimento econômico. Um estudo conduzido pela Huawei em parceria com a Oxford Economic prevê que até 2025, a economia digital será responsável por cerca de 24% do PIB global. Uma pesquisa realizada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento confirmou tal informação.

Todavia, apesar de buscarem se adequar ao desequilíbrio, nem todos podem se beneficiar desse processo, visto que os avanços tecnológicos vêm satisfazendo cada vez mais a maior parte do trabalho dos empregados da empresa ou do trabalhador rural em grandes empreendimentos agrícolas. Segundo um professor da FEA-USP, em 2020, a digitalização dos bancos fechou mais de mil agências e demitiu milhares de funcionários. Diante disso, no que diz respeito às mudanças trazidas pelo desenvolvimento tecnológico, é necessária uma análise a partir de outra perspectiva.

Diante dos dados apresentados, percebe-se a conjuntura à digitalização da economia na sociedade no que se refere às consequências do desequilíbrio econômico. São indispensáveis medidas de políticas públicas que implementem o acesso de empregabilidade devido ao grande aumento de demissões, realocações de pessoas destituídas para locais mais acessíveis, bem como uma reforma na regulamentação das leis em relação às demissões. Além disso, o investimento em educação profissional para empresas e pequenos negócios é fundamental — para que os próprios funcionários possam criar soluções e sugestões para que ex-integrantes se reintegrem ao trabalho. Assim, poderá ser conciliado o avanço tecnológico, a digitalização econômica e a manuntenção dos empregos dos serviços digitalizados.