A digitalização da economia
Enviada em 20/11/2021
Na série “Como vender drogas online”, é retratado um exemplo de como o comércio digital impacta na vida dos personagens, que ao comercializarem seus produtos no mundo todo acabam adquirindo uma fortuna com a moeda digital “bitcoin”. Dessa forma, assim como na série, a maioria dos usuários de internet também realizam transações virtuais no cotidiano, no entanto, a falta de acesso à rede global e a ausência de políticas trabalhistas nesse meio culminam para formação de problemas sociais tanto do uso seguro quanto do pleno acesso ao comércio virtual de determinadas parcelas populares.
Em primeiro lugar, nesse sentido, é válido enfatizar que a distribuição igualitária do acesso à internet no Brasil configura-se se como um fator agravante para permanência do problema. Desse modo, segundo o jornal “Folha de São Paulo”, cerca de 35% da população residente no Nordeste não possui estrutura suficiente para utilizar a internet. Nesse âmbito, fica claro que a decadência de subsídios e o uso incorreto de recursos impossibilitam a inserção virtual das pessoas na economia, necessitando então, de uma mudança imediata.
Outrossim, é imperiosa uma análise acerca da falta de legislações assistencialistas que supram as necessidades básicas da sociedade, que acarreta na elitização das vendas imateriais. Nesse contexto, segundo o livro “Os Bruzundangas”, de Lima Barreto, é dever do Estado assegurar que a população tenhas seus direitos garantidos, fatores que não são observados na prática quando o assunto é a monopolização comercial dos detentores de maior alcance na rede, excluindo assim, quem não possui acesso a essa ferramenta. Dessa maneira, fica evidente que é necessário alterar a conjuntura vigente dessa realidade com rapidez para que a problemática não persista.
Portanto, para que o mal uso ou a ausência de operabilidade na utilização de mecanismos de digitalização econômica não se tornem um agravante na sociedade deve-se ampliar as medidas adotadas pelo Estado. Sob esse viés, cabe ao governo, como protagonista no papel da integração social e econômica da população, promover melhorias na qualidade do uso e do acesso a tais meios virtuais, por meio de uma melhor distribuição de internet pública em regiões periféricas do país, assim como estabelecer leis favoráveis a clientes via digital, como nos contratos de serviço empregadores já realizados por empresas em ambiente físico (carteira de trabalho), a fim de alargar os efeitos benéficos de compras e vendas na rede para todos. Somente então, notar-se-á uma significativa melhora no padrão de vida e de consumo do brasileiro.