A digitalização da economia
Enviada em 18/11/2021
O livro “O Cidadão de Papel”, de Gilberto Dimenstein, propõe tirar o automatismo do olhar e enxergar as mazelas do Brasil contemporâneo.Nesse viés, a digitalização da economia é uma problemática atual que favorece a obsolescência profissional. Ademais, seja também pela desigualdade digital, o entrave vem silenciosamente se agravando e necessita de reflexão urgente.
Primeiramente, nesse sentido, vale ressaltar que os cidadãos não possuem as mesmas oportunidades de acesso às redes. Dessa forma, a acessibilidade a recursos bancários é diferente aos indivíduos, consolidando uma desigualdade. Isso pode ser comprovado com o fato de que o Brasil possui diversas áreas com baixa cobertura telefônica, o que impede o usofruto das pessoas. Enfim, endende-se que a sociedade não está em um mesmo patamar de oportunidades, favorecendo o problema.
Em segundo lugar, cabe ressaltar que a evolução tecnológica que proporcionou o acesso aos meios econômicos atráves do meio digital também influencia o mercado de trabalho. Nesse sentido, diversas profissões - em especial as relacionadas ao mercado financeiro presencial - vão sendo esquecidas e substituídas, causando desemprego àqueles que não souberem se atualizar. A exemplo disso há os pagamentos feitos através de transações instantâneas, o que poupa muito do trabalho bancário de uma empresa, podendo, assim, diminuir o contingente de funcionários. Logo, compreende-se que é cada vaz mais necessário estar a par com as evoluções tecnológicas, afim de não defasar a carreira profissional.
Destarte, medidas são necessárias para combater os problemas discutidos. Isto posto, cabe ao Governo, através da ANATEL ( Agência Nacional de Telecomunicações ), aumentar a área de cobertura telefônica do país por meio da criação de infraestruturas em regiões estratégicas - como o interior da amazônia, pantanal e o sertão nordestino -, com o objetivo de proporcionar ao máximo de pessoas o acesso às tecnologias e a vida digital. Portanto, poder-se-á notar diferença no cenário atual próximo ao discutido por Dimenstein em sua obra “O Cidadão de Papel”.