A digitalização da economia
Enviada em 20/11/2021
A obra cinematográfica " O Bitcoin" apresenta a moeda digital como uma alternativa ao dinheiro que comumente é usado na sociedade e revela como os bancos centrais se adaptaram a tal tecnologia. Para além de documentários, é possível identificar que as novas atividades relacionada à digitalização da economia possuem grande significância no atual cenário e enfrentam desafios para seu pleno funcionamento. Dessa maneira, torna-se necessário o desenvolvimento de uma abordagem que priorize duas vertentes argumentativas: a displicência educacional diante da questão e a ineficiência do poder público ao não assegurar tal progresso tecnológico.
Diante dessa lógica, é importante destacar que a negligência educacional possui forte influência no revés. À luz dessa compreensão, convém referenciar que, conforme o educador brasileiro Paulo Freire, as instituições escolares precisam abandonar a metologia tecnicista, dando lugar à construção transformadora, embasada na conscientização social. No entanto, os espaços educativos, por vezes, ao priorizar o conhecimento técnico, não preparam os individuos, mediante um ensino digital focado na globalização, para desenvolverem uma relação harmônica com a economia digitalizada, o que resulta na ignorância social diante da questão. Portanto, a fim de ir ao encontro do pensamento de Freire, a conduta escolar precisa ser repensada para abrigar um coletivo globalizado.
Deve-se analizar, ainda, a relevância da lacuna governamental como formentadora da adversidade que impede o pleno desenvolvimento da digitalização monetária no Brasil. Sob essa lógica, Thomas Hobbes, filósofo inglês, defendia que é dever do Estado proporcionar meios que auxiliem o progresso de toda a coletividade. Tal concepção, porém, não se aplica à conjuntura contemporânea, uma vez que as autoridades governamentais agem passivamente quanto às ações que minimizariam a apatia populacional, como a formulação de uma disciplina voltada ao estudo social que aborde a correta postura frente aos recursos digitais econômicos. Logo, não é louvável que a máquina pública protagonize - com sua omissão de dever - a manifestação desse problema tecnológico no Brasil.
Assim, torna-se lógica a necessidade de uma abordagem mais precisa em relação ao tema no país. Com vistas a isso, cabe ao governo federal, na representação específica do Ministério da Educação, a introdução, nos pilares educacionais da nação, uma disciplina de Educação Financeira focada na tecnologia, por meio de uma alteração na Base Nacional Comum Curricular. Tal ação tem como intuito desenvolver na sociedade uma realidade que priorize não apenas o ensino financeiro, como também a ciência da digitalização do mesmo, surgindo, então, uma realidade que concretize os princípios de evolução coletiva.