A digitalização da economia

Enviada em 11/11/2021

Durante o século XX, teve início o processo da Terceira Revolução Industrial, período no qual houve melhorias e avanços no campo tecnológico e científico, sendo benéfico para a produção das indústrias. De maneira análoga, a sociedade contemporânea, com intuito de atender as novas necessidades, incorporou uma “Economia Digital”. No entanto, essa realidade tem como entrave a disparidade social e a precária humanização.

Em primeira análise, a globalização possibilitou o acesso à inúmeras informações de forma instantânea, por meio dos veículos de comunicação, mas de maneira desigual. No livro “O Cortiço”, escrito pelo naturalista Aluísio de Azevedo, há o retrato de moradores de um cortiço, local insalubre onde viviam pessoas desprestigiadas socialmente, simples e exploradas. Sob esse viés, assim como esses indivíduos eram pessoas humildes e desprovidas de escolaridade, existem minorias da sociedade verde-amarela composta por cidadãos de baixa renda e analfabetos digitais. Por consequência, certos consumidores não estarão adeptos a utilizar as plataformas digitais ou estará suscetíveis a golpes.

Além disso, a mudança para um âmbito digital necessita ser um processo acompanhado por instruções e planejamento, uma vez que altera o mercado de trabalho e também a comunicação entre os usuários. De acordo com o filósofo polonês Zygmunt Bauman, os indivíduos vivem de forma artificial nas relações, conhecida como “Modernidade Líquida”, em que associa a rapidez e insensibilidade ao estado líquido. Assim, na digitalização da economia é necessário um processo humanizado e não mecanizado.

Logo, o Ministério da Educação deve disponibilizar na grade curricular do ensino básico cursos técnicos de informática no contraturno, a fim de que haja a formação de cidadãos conscientes e qualificados para o novo modelo de economia. Ademais, é necessário que o Ministério da Cidadania realize campanhas midiáticas que abordem sobre como algumas tecnologias podem ser prejudicias e orientações de como utilizá-las no cotidiano, com intuito de que os indivíduos não fiquem alienados aos recursos tecnológicos.