A digitalização da economia

Enviada em 11/11/2021

A constituição Federal de 1988 documento jurídico mais importante do pais prevê no artigo 6º,O direito a emprego como inerente a todo cidadão brasileiro.Conquanto,tal prerogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a digitalização da economia, dificultando deste modo,a universalização desse direito social tão importante.Diante dessa perspectiva faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a desigualdade e analfabetismo digital .Nesse sentido,há uma grande desigualdade de acesso, no país, ao mundo digital, provocado, principalmente, pela pobreza. dessa maneira, digitalizar a economia, sem uma preparação da população para tal, acaba por cercear um direito do cidadão.Essa conjuntura segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke,configura-se como uma violação do “contrato social" já que o estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a educação e emprego,o que infelizmente é evidente no pais.

Ademais,é fundamental apontar que,segundo o historiador israelense Yuwal Harari a digitalização da economia torna diversos tipos de empregos absoletos. nessa visão, observa-se que muitas funções são substituídas por inteligência artificial.Logo é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se portanto a necessidade de se combater esses obstáculos.Para isso,é imprescindível que o ministério da ciência e tecnologia,por intermédio de palestras ,deve focar num trabalho de base, implementado nas escolas, por meio da obrigatoriedades de educação tecnológica e conhecimentos financeiros básicos. assim, esse trabalho deve se realizados por profissionais qualificados nas áreas financeira e digital, dentro das escolas, estimulando, assim, a aptidão dos jovens por meio de atividades, jogos e seminários.Assim, se consolidará uma sociedade mais preparada, onde o estado desempenha corretamente seu “contrato social" tal como afirma John Locke.