A digitalização da economia

Enviada em 11/11/2021

Como descrito na Constituição Federal de 1988, assegura aos cidadãos o direito fundamental da liberdade de informação dispondo em seu artigo 5º. Porém o cenário não é esse no Brasil tendo em vista a desigualdade social. Com a introdução da indústria 4.0 e a integração da internet, houve uma grande modificação no mercado, fazendo com que uma parcela da população não consiga se adaptar com o novo meio, embora a digitalização da economia tenha otimizado e facilitado os processos, ela modificou o mercado tornando-o mais seleto.

Dentre os inúmeros motivos que levaram o panorama para o atual pode-se citar o “Darwinismo Digital” de Tom Goodwin, que me tese demonstra que ao mesmo tempo que os avanços tecnológicos concedem facilidade e vantagens para as empresas, elas consolidam uma grande segregação profissional, tendo em vista que muitos empregos se tornaram obsoletos ao longo do tempo. Podendo ser comparado com o “Darwinismo Biológico”, que visa o mais adaptado e não o mais forte.

Em consequência disso, vê-se, a todo instante inúmeros indivíduos sendo excluídos do mercado de trabalho por falta de educação adequada. Como dito pelo pensador, Victor Zanata, se falta mão-de-obra qualificada a culpa não é dos cidadãos, e sim do Estado que não dá educação de qualidade. Levando em consideração o período de pandemia onde diversas escolas não mantiveram o ensino a distância por falta de recursos, pode-se notar a precariedade no âmbito social.

Levando-se em conta o que foi observado é de imprescritível importância que o Ministério da Educação juntamente com o Governo Federal em parceria com empresas públicas e privadas de tecnologia, criem programas de capacitação profissional de baixo custo, que atenda demanda da população mais carente ofertando certificados de graduação, para que os cidadãos consigam se inserir no novo modelo econômico da indústria 4.0 e possam aproveitar dos benefícios derivados dos novos meios de produção.