A digitalização da economia

Enviada em 11/11/2021

Sob o ponto de vista de Tom Goodwin o conceito de “darwinismo digital” se refere à necessidade de empresas e indivíduos se adaptarem ao novo ambiente digital, especialmente o ambiente econômico. No entanto, o desafio de se adaptar a essa situação no Brasil é enorme, pois além do impasse causado pela segurança do trabalho ocasionado pelo atual modelo de emprego, milhões de pessoas ainda estão presas na desigualdade e no analfabetismo digital.

Certamente, durante a pandemia COVID-19, as empresas tiveram que buscar alternativas para garantir a continuidade do desenvolvimento econômico no mercado nacional e global, uma das quais é o uso de mídia digital, que tem sido agravada pela falta de relacionamento comercial entre os clientes pessoalmente. Nas palavras de Charles Darwin: “Nem o mais forte nem o mais sábio sobreviverá; mas aquele que melhor se adapta à mudança ”- pois o processo de adaptação é fundamental para a convivência da empresa, mesmo diante das adversidades, que obrigarão o estado de cada uma a estar em equilíbrio e, assim, sofrer menos com as mudanças em tempo.

Entretanto, deve-se levar em consideração um dos critérios adotados pelo geógrafo Milton Santos para a divisão do território: a parcialidade de acesso aos recursos técnico-científico-informativos. Nessa lógica, parece que há uma grande desigualdade no acesso ao mundo digital no país, causada principalmente pela pobreza. Dessa forma, a digitalização da economia, ou seja, a transformação de um processo que antes era feito à mão, em um processo digital sem preparar a população para isso, acaba limitando os direitos dos cidadãos.

Portanto, é necessário reverter a imagem de desigualdades primordialmente digitais no país, até mesmo como forma de contribuir para a evolução do atual direito do trabalho. Nesse sentido, o Ministério da Ciência e Tecnologia deve concentrar-se nos trabalhos básicos realizados nas escolas, por meio do ensino técnico obrigatório e dos conhecimentos básicos financeiros. Portanto, esse trabalho deve ser realizado por profissionais qualificados nas áreas financeira e digital das escolas, estimulando assim a qualificação dos jovens por meio de atividades, jogos e seminários. Assim, além da formação técnica, será possível substituir os futuros cidadãos ativos e reivindicadores de direitos. Afinal, como apontou Tom Goodwin, será possível se adaptar ao novo contexto em que vive o mundo.