A digitalização da economia
Enviada em 11/11/2021
A partir da década de 90, a digitalização da economia vem sendo um processo natural desde o advento da Internet. Pode-se afirmar que, segundo Tom Goodwin, o conceito de Darwinismo digital faz referência à necessidade das empresas e das pessoas se adaptarem aos novos contextos de digitalização, sobretudo a econômica. Contudo, os desafios para se adequar a esse panorama, no Brasil, são uma vez que milhões de pessoas estão inseridas nas desigualdades e no analfabetismo digital, além dos impasses decorrentes da segurança trabalhista.
Nesse sentido, torna-se relevante a consideração de um dos critérios adotados pelo geógrafo Milton Santos pra dividir o território: o acesso aos meios técnico-científico-informacionais. Nessa lógica, constata-se que há uma grande desigualdade de acesso no país, ao mundo digital, provocado principalmente, pela pobreza. Dessa maneira, digitalizar a economia, ou seja, tornar um processo que outrora era feito manualmente, em digital, sem uma preparação da população para tal, acaba por cercear um direito do cidadão. Ora, se muitos ainda não sabem como manusear tecnologias digitais, acabarão não tendo acesso aos seus direitos, como se constatou no acesso ao auxílio emergencial.
De mesmo modo, é válido ressaltar que, segundo o historiador Israelense Yuwal Harari, uma digitalização da economia torna diversos tipos de empregos absoletos. Nessa visão, observa-se que muitas funções são substituídas pela inteligência artificial ou formas de trabalho disruptivo, tal como o serviço do Uber, em que não há efetivos respaldo e garantia trabalhista em situações que necessitem de respaldo jurídico. Com base nisso, a digitalização econômica, de modo desassegurado prejudica uma sociedade. A indústria de bens e serviços digitais se tornou uma força chave para o desenvolvimento econômico. Um estudo realizado pela Huawei em parceria com a Oxford Economics, prevê que em 2025 a economia digital representará cerca de 24% do PIB mundial. A Economia digital é um sistema complexo, e pode ser dividida em três grandes componentes: o setor digital, o setor da economia digital e o setor da economia digitalizada.
Portanto, torna-se imprescindível reverter o quadro da desigualdade digital no país. Nesse sentido, o ministério da ciência e tecnologia deve forcar num trabalho de base, implementado nas escolas, por meio da obrigatoriedades de educação tecnológica e conhecimentos financeiros básicos. Assim, esse trabalho deve ser realizado por profissionais envolvidos nas áreas financeira e digital, dentro das escolas, estimulando, a aptidão dos jovens por meio de atividades, jogos e seminários. E além de uma formação técnica, será possível assumir o lugar de jovens atuantes e reivindicadores de direitos. Afinal, como pontuou tom goodwin, será possível se adaptar ao novo contexto em que o mundo vive.