A digitalização da economia
Enviada em 12/11/2021
O Sociólogo francês, Pierre Bourdieu, com base na “Teoria do Habitus’’, afirma que o indivíduo tende a ser influenciado por comportamentos enraizados na sociedade e se habituar diante de situações, mesmo que problemáticas. Dessa forma, essa análise do convívio em sociedade pode representar facilmente o comportamento passivo da população diante da falta de acesso da população mais pobre na digitalização da economia, já que é justamente a habitualidade frente a essa falta que consolida a falta de medidas para a erradicação deste quadro. Assim, não só a falta de acesso ,como também a falta de conhecimento consolidam essa situação.
Em primeira instância, vale ressaltar que grande parte da população não têm renda para ter acesso a tecnologia ou à internet, 25,4% da população, vivem na linha de pobreza, segundo dados do IBGE. Por conseguinte, esta parte da população não têm acesso a aplicativos como: iFood ,uber e netflix, que são grandes exemplos da digitalização da economia.
Segundo Tom Goodwin, o conceito de “darwinismo digital” faz referência à necessidade das empresas e pessoas se adaptarem aos novos contextos de digitalização, sobretudo a econômica. Contudo, temos que levar em conta as pessoas leigas no quesito tecnologia, hoje em dia muitos aplicativos não tem instruções suficientes de como usá-los e como as pessoas estão cada vez mais sem paciência para ajudar as outras, uma parte da população fica de fora dessa digitalização.
Fica evidente, portanto, que a digitalização da economia está acontecendo e que é uma coisa boa, porém ainda tem muitas melhorias para serem feitas. Nesse sentido, urge que o governo, no âmbito do Ministério da economia, crie programas para ajudar as pessoas com faltas de renda para que possa incluí-las na digitalização da cultura, com o objetivo de dar acesso às novas tecnologias e a internet. Outrossim, cabe às grandes empresas implantarem um passo-a-passo para as pessoas entenderem como funciona o aplicativo.