A digitalização da economia
Enviada em 16/11/2021
O conceito do “darwinismo digital” segundo Tom Godwin, referencia a necessidade das empresas e pessoas a se adaptarem aos novos processos de digitalização, sobretudo a econômica. Porém, são grandes os desafios, no Brasil, para se adequar a esse panorama visto que milhões de brasileiros se encontram em situação de desigualdade e analfabetismo digital, além dos problemas relaçionados a segurança trabalhista, provenientes das atuais modalidades de emprego.
Nesse sentido, é importante considerar um critério adotado pelo geógrafo Milton Santos: a viabilidade do acesso aos meios tecnico-científico-informacionais. Nessa lógica, percebe-se que há uma grande desigualdade de acesso, no país, aos meios digitais, provocado principalmente pela pobreza. Sendo assim, a digitalização da economia, ação que consiste em tornar um processo antes feito manualmente, em digital, sem a preparação da população para isso, acaba por violar um direito do cidadão, visto que aqueles que não dominam o manuseio de tecnologias digitais, não consiguirão acessar os seus direitos.
Paralelamente a isso, vale ressaltar que, segundo o historiador Yuwal Harari, a digitalização da economia torna vários empregos obsoletos. Dessa forma, muitas funções são substituídas, ou por inteligências artificiais ou por um emprego desruptivo, do qual não há garantia trabalhista em casos que necessitem de repaldo jurídico. Por conta disso, a digitalização econômica, de modo desassegurado, prejudica a sociedade.
Portanto, para que a população não se prejudique com a digitalização da economia. Para isso, o ministério da ciência e tecnologia juntamente com o ministério da educação deve forcar num trabalho de base, implementado nas escolas, como disciplinas obrigatórias, a educação tecnológica e conhecimentos financeiros básicos. Desse modo, a desigualdade digital será resolvida e os cidadãos estarão adeptos a nova economia.